Esta semana saíu a seguinte matéria no blog da revista Mad: http://mad.blogtv.uol.com.br/2010/02/24/exclusivo-revelamos-sem-medo-de-repressao-a-capa-censurada-da-mad-23 Coloco o link por inteiro para que se possa ler: revelamos-sem-medo-de-repressão-a-capa-censurada-da-mad-23. O texto e as imagens já foram retirados do ar. Nesta capa aparecia uma caricatura de Lulavatar, com o rosto de Dilma num dragão montado pelo Mad e Lula numa máquina de fazer clone. A capa nem é engraçada, é bobinha apenas, como todo o conteúdo da revista. Segundo a editora a capa havia sido censurada pelo governo federal,inclusive era sugerido que o leitor imprimisse a capa censurada para colar na revista como forma de protesto. Agora a revista se justifica dizendo que apenas queria mostar como a mídia pode ser manipiladora, leia aqui.
Com este alarde pela justiça e anti-censura a editora logo encontrou paladinos da verdade para defendê-la dos arrombos censuradores do governo Lula, este filhote de Chaves, que quer impor censura a imprensa brasileira.
Danilo Gentili saiu em apoio a revista injustiçada e publicou o texto, "Ai é que está a graça" - se quiser ler clique aqui - onde ele mostra como os artistas e políticos norteamericanos aceitam as piadas e críticas ao seu trabalho, em contra-ponto aos brasileiros que se sentem ofendidos. E para ilustrar ele cita vários exemplos de personalidades que passaram saia justa com os humoristas, estes paladinos da verdade e da justiça.
Em seguida critica os comediantes brasileiros que fazem piadas sem graças e repetem bordões. O texto poderia até ser louvável se não fosse inocente e bobo. Primeiro as comparações são ridículas: será que o Danilo não sabe que vivemos durante 20 anos uma ditadura financiada pelos EUA e que vários meios de controle, inclusive dos programas de humor, foram aperfeiçoados aqui? Será que ele não sabe que nossas redes de televisão serviram para testes de modelos de massificação? Ou pelo menos conhece o nosso histórico de humor, inclusive do humor sem graça copiado dos estadunidenses? Como os stand-up que já fizeram sucesso aqui na década de 60 como produto importado dos EUA? Esse humor cópia do padrão estadunidense, que ele mesmo tenta fazer?
Parece que além de não saber nada disso, ele ainda embarca na canoa dos manipuladores que inventam uma censura que nunca aconteceu simplesmente para poder manipular a opinião pública contra o governo. Caiu na pegadinha do malandro!
A ingenuidade leva o sujeito a vestir a carapuça dos manipuladores que usaram a sua penetração midiática para vender uma mentira. Parabéns Danilo você demonstrou como somos tolos ao abraçarmos uma causa sem saber o que está por trás dela. Será engraçado ver os políticos manipulando as suas piadinhas e faturando votos com o seu despreparo.
Frito melões, abacaxis, pepinos e salgadinhos em geral. Chapa quente, caldeirão fervendo e pratos finos sobre a mesa.
Acredito no estado eterno de mudanças.
Gosto de ver as mudanças da vida. Ontem criança, hoje adulto, amanhã idoso. Este espaço é para provocar diálogos que possam ajudar a mudar o meu jeito de olhar. E quem sabe você também entra nessa? Seja bem vindo, comente, critique, o anonimato aqui é bem vindo.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Greve de ônibus, uma velha jogada
Publico aqui o texto da Revista NovaE, que pode ser encontrado também no link acima, é só clicar no título. Recebi este texto por e-mail do meu amigo Erik e três dias atrás o Daniel Poeira também comentou, no twitter, sobre as questões que motivam a greve dos ônibus em BH.
Pelego é um manta de pelo de carneiro usada entre a sela e o cavalo para não machucar o animal. Pelego tambem é o lider sindical manipulado pela classe patronal. Desde que existem sindicados começaram a surgir os pelegos, X9, dedo duro, que são eleitos com o apoio financeiro dos patrões e manipulam o sindicato de acordo com as intenções da classe patronal.
Defendo o direito a greve, melhores salários e condições de trabalho. E sei que as 10 famílias que controlam as 79 empresas licitadas para o transporte público de BH, podem diminuir os seus lucros e melhorar seus serviços. Do contrário, podemos batalhar pela privatização do transporte público, os argumentos seguem no texto.
José de Souza Castro
Os passageiros de ônibus de Belo Horizonte se surpreenderam na manhã desta segunda-feira, 22 de fevereiro, com a greve dos motoristas e trocadores dos ônibus urbanos. Mas, para os chamados operadores do transporte coletivo, nenhuma surpresa. Eles se preparavam para isso desde 17 de dezembro, quando o jornal Estado de Minas afirmou, em manchete, que “passagem de ônibus pode ficar sem reajuste em 2010”. Esse tipo de greve não é coisa nova, como veremos a seguir, e a velha estratégia é tão bem-sucedida que a capital mineira tem uma das tarifas mais altas do país.
Levantamento feito em setembro passado pelo jornal O Globo mostrou que, entre as 27 capitais, só Florianópolis e Campo Grande cobravam tarifas mais altas que Belo Horizonte. A mais baixa, de R$ 1,60, não é reajustada desde julho de 2004. É a de São Luiz. Os donos das 21 empresas concessionárias do transporte coletivo na capital do Maranhão precisam vir a Minas para aprender como se faz.
Mas talvez eles saibam, pois o lobby do setor nessa área é forte e bem conhecido. Tanto que, segundo o IBGE, na década de 1970, no período mais duro da ditadura militar, as famílias com rendimento familiar de 1 a 3 salários mínimos tinham 5,8% do seu orçamento comprometido com o transporte. No início da década de 80, esse gasto passou para 12,4% e na década de 1990 ultrapassou os 15%. Em 20 anos, o gasto foi praticamente triplicado. Só Deus sabe quanto aumentou a contribuição dos donos de ônibus para as campanhas eleitorais, nesse período.
Os reajustes das tarifas deveriam ser decididos de acordo com a evolução dos custos. Há dois fatores que contribuem mais pesadamente para a composição dos custos dos transportes urbanos, segundo estudo do Ministério das Cidades, datado de 2004. São os gastos com pessoal, que chegaram a 51% dessa composição em 1997 e caíram para 40% em 2003, e os gastos com combustíveis que evoluíram de 10% para 23% no mesmo período.
Desses dois, o mais fácil de ser manipulado é o primeiro – e aí entra a questão das greves que se repetem a cada ano, antes do reajuste das tarifas, para justificar os aumentos delas acima da inflação medida por quaisquer dos principais índices inflacionários do país.
É difícil de ser provado, mas certamente existe um pacto secreto entre as empresas que pagam os salários, as autoridades que se beneficiam das contribuições eleitorais e decidem o valor do reajuste, e o sindicato dos trabalhadores em transporte público. Sem essas greves, ficaria difícil, para os dois primeiros, justificar os reajustes abusivos que reivindicam e concedem.
Não é difícil acender o pavio da greve. Como agora, é só o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra) oferecer um reajuste salarial de 4,36% e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH) informar aos associados que reivindicou 37% de aumento, acendendo-lhes as esperanças – e o pavio. Ao pedir um reajuste tão alto, o sindicato prepara o terreno para a greve do próximo ano, alimentada pela eterna frustração dos trabalhadores. E para fingir que não tem nada com isso, o Setra se apressa a informar à imprensa, nas primeiras horas da greve, que 62 ônibus foram depredados desde a meia-noite desta segunda-feira em toda a cidade. (Nada que não possa ser reparado por um bom reajuste nas tarifas e por um seguro bem feito.)
E quanto mais a greve tumultuar a vida da população, melhor. Assim, todos ficam sabendo quais são os culpados por seus infortúnios, na tentativa de conseguir um transporte na cidade. E os culpados nunca são as autoridades. Sem essas greves rotineiras, como justificar que entre julho de 1994 e abril de 2003 a tarifa média em Belo Horizonte tenha subido 314,3%, contra 196,3% em São Paulo e 196,3% em Brasília? Entre as 27 capitais, somente nove tiveram um aumento maior: Boa Vista, Salvador, Rio de Janeiro, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Teresina, Porto Velho e Rio Branco.
De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado em setembro de 2007, as tarifas de ônibus urbano lideraram o aumento de preço do transporte público no país entre janeiro de 2001 e agosto de 2007, com alta de 110,61%. A pesquisa da FGV considera os preços das tarifas de sete cidades do país (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Recife) onde o IPC é apurado.
No fim de 2008, a tarifa na capital mineira foi reajustada em 9,52% em média; em 2007, em 4,7%;e em 2006 em 12,17%. Desse modo, a tarifa média (que estava em R$ 0,35 em julho de 1994) custa, desde o fim de 2008, R$ R$ 2,30, um aumento de 557%, contra alta de 236% do IPCA calculado pelo IBGE. Esse índice mede o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos moradoras nas principais regiões metropolitanas, e é considerado o índice oficial de inflação.
São coisas que a imprensa, em geral, acha pouco interessante para divulgar e analisar. Talvez os editores pensem assim porque é coisa velha que afeta principalmente as pessoas mais pobres. Eles querem novidades ou, então, assuntos gratos àqueles leitores, ouvintes e telespectadores mais privilegiados pelo sistema político e econômico vigente.
Dito isso, é preciso esclarecer um ponto: todos os dados citados acima são reais e podem ser verificados no Google, com exceção da parte que fala de um possível pacto secreto. Essa é uma hipótese fictícia, numa tentativa do autor de encontrar uma explicação para o que se passa com o transporte urbano na cidade. Ele mesmo não acredita que os sindicatos e a autoridades pudessem se organizar em torno de um pacto desses, com todas suas implicações e despistes. Ou seja, é mais uma "teoria conspiratória", mas ela tem um propósito: criar polêmica, para que se discuta realmente a questão do transporte de massa em Belo Horizonte.
Há muitos anos se fala na ampliação do metrô, que é um dos mais atrasados, em implantação e alcance, entre as grandes capitais brasileiras. O site Metrobh afirma, omitindo a data - mas sei que foi há muitos anos - que a CBTU contratou o Plano Diretor de Transporte sobre Trilhos para a Região Metropolitana. "Foi escolhido um cenário que prevê a inserção do Metrô no hipercentro de Belo Horizonte, através de uma linha na diretriz Pampulha/Savassi, cruzando a área central sob a Av. Afonso Pena e a expansão da Linha 2 Calafate-Barreiro em direção à região hospitalar, permitindo a integração com a Linha 1 Eldorado/Vilarinho", informa o site. Em 15 de maio de 2008, o governador Aécio Neves anunciou que até o fim daquele ano seria lançada licitação para levar o Metrô a regiões nobres de Belo Horizonte e à Cidade Administrativa, sendo que 38% dos investimentos previstos em R$ 4 bilhões seriam feitos pela iniciativa privada. O assunto voltou à imprensa em junho do ano passado, como parte das obras para a Copa do Mundo de 2014, agora com um Metrô menor, mas com uma proposta de Transporte Rápido por Ônibus (eles correriam sobre canaletas, como se fossem "um metrô sobre rodas").
São projetos que só sairão do papel se o forte lobby dos donos de ônibus for vencido.
02.2010
Pelego é um manta de pelo de carneiro usada entre a sela e o cavalo para não machucar o animal. Pelego tambem é o lider sindical manipulado pela classe patronal. Desde que existem sindicados começaram a surgir os pelegos, X9, dedo duro, que são eleitos com o apoio financeiro dos patrões e manipulam o sindicato de acordo com as intenções da classe patronal.
Defendo o direito a greve, melhores salários e condições de trabalho. E sei que as 10 famílias que controlam as 79 empresas licitadas para o transporte público de BH, podem diminuir os seus lucros e melhorar seus serviços. Do contrário, podemos batalhar pela privatização do transporte público, os argumentos seguem no texto.
José de Souza Castro
Os passageiros de ônibus de Belo Horizonte se surpreenderam na manhã desta segunda-feira, 22 de fevereiro, com a greve dos motoristas e trocadores dos ônibus urbanos. Mas, para os chamados operadores do transporte coletivo, nenhuma surpresa. Eles se preparavam para isso desde 17 de dezembro, quando o jornal Estado de Minas afirmou, em manchete, que “passagem de ônibus pode ficar sem reajuste em 2010”. Esse tipo de greve não é coisa nova, como veremos a seguir, e a velha estratégia é tão bem-sucedida que a capital mineira tem uma das tarifas mais altas do país.
Levantamento feito em setembro passado pelo jornal O Globo mostrou que, entre as 27 capitais, só Florianópolis e Campo Grande cobravam tarifas mais altas que Belo Horizonte. A mais baixa, de R$ 1,60, não é reajustada desde julho de 2004. É a de São Luiz. Os donos das 21 empresas concessionárias do transporte coletivo na capital do Maranhão precisam vir a Minas para aprender como se faz.
Mas talvez eles saibam, pois o lobby do setor nessa área é forte e bem conhecido. Tanto que, segundo o IBGE, na década de 1970, no período mais duro da ditadura militar, as famílias com rendimento familiar de 1 a 3 salários mínimos tinham 5,8% do seu orçamento comprometido com o transporte. No início da década de 80, esse gasto passou para 12,4% e na década de 1990 ultrapassou os 15%. Em 20 anos, o gasto foi praticamente triplicado. Só Deus sabe quanto aumentou a contribuição dos donos de ônibus para as campanhas eleitorais, nesse período.
Os reajustes das tarifas deveriam ser decididos de acordo com a evolução dos custos. Há dois fatores que contribuem mais pesadamente para a composição dos custos dos transportes urbanos, segundo estudo do Ministério das Cidades, datado de 2004. São os gastos com pessoal, que chegaram a 51% dessa composição em 1997 e caíram para 40% em 2003, e os gastos com combustíveis que evoluíram de 10% para 23% no mesmo período.
Desses dois, o mais fácil de ser manipulado é o primeiro – e aí entra a questão das greves que se repetem a cada ano, antes do reajuste das tarifas, para justificar os aumentos delas acima da inflação medida por quaisquer dos principais índices inflacionários do país.
É difícil de ser provado, mas certamente existe um pacto secreto entre as empresas que pagam os salários, as autoridades que se beneficiam das contribuições eleitorais e decidem o valor do reajuste, e o sindicato dos trabalhadores em transporte público. Sem essas greves, ficaria difícil, para os dois primeiros, justificar os reajustes abusivos que reivindicam e concedem.
Não é difícil acender o pavio da greve. Como agora, é só o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra) oferecer um reajuste salarial de 4,36% e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH) informar aos associados que reivindicou 37% de aumento, acendendo-lhes as esperanças – e o pavio. Ao pedir um reajuste tão alto, o sindicato prepara o terreno para a greve do próximo ano, alimentada pela eterna frustração dos trabalhadores. E para fingir que não tem nada com isso, o Setra se apressa a informar à imprensa, nas primeiras horas da greve, que 62 ônibus foram depredados desde a meia-noite desta segunda-feira em toda a cidade. (Nada que não possa ser reparado por um bom reajuste nas tarifas e por um seguro bem feito.)
E quanto mais a greve tumultuar a vida da população, melhor. Assim, todos ficam sabendo quais são os culpados por seus infortúnios, na tentativa de conseguir um transporte na cidade. E os culpados nunca são as autoridades. Sem essas greves rotineiras, como justificar que entre julho de 1994 e abril de 2003 a tarifa média em Belo Horizonte tenha subido 314,3%, contra 196,3% em São Paulo e 196,3% em Brasília? Entre as 27 capitais, somente nove tiveram um aumento maior: Boa Vista, Salvador, Rio de Janeiro, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Teresina, Porto Velho e Rio Branco.
De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado em setembro de 2007, as tarifas de ônibus urbano lideraram o aumento de preço do transporte público no país entre janeiro de 2001 e agosto de 2007, com alta de 110,61%. A pesquisa da FGV considera os preços das tarifas de sete cidades do país (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Recife) onde o IPC é apurado.
No fim de 2008, a tarifa na capital mineira foi reajustada em 9,52% em média; em 2007, em 4,7%;e em 2006 em 12,17%. Desse modo, a tarifa média (que estava em R$ 0,35 em julho de 1994) custa, desde o fim de 2008, R$ R$ 2,30, um aumento de 557%, contra alta de 236% do IPCA calculado pelo IBGE. Esse índice mede o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos moradoras nas principais regiões metropolitanas, e é considerado o índice oficial de inflação.
São coisas que a imprensa, em geral, acha pouco interessante para divulgar e analisar. Talvez os editores pensem assim porque é coisa velha que afeta principalmente as pessoas mais pobres. Eles querem novidades ou, então, assuntos gratos àqueles leitores, ouvintes e telespectadores mais privilegiados pelo sistema político e econômico vigente.
Dito isso, é preciso esclarecer um ponto: todos os dados citados acima são reais e podem ser verificados no Google, com exceção da parte que fala de um possível pacto secreto. Essa é uma hipótese fictícia, numa tentativa do autor de encontrar uma explicação para o que se passa com o transporte urbano na cidade. Ele mesmo não acredita que os sindicatos e a autoridades pudessem se organizar em torno de um pacto desses, com todas suas implicações e despistes. Ou seja, é mais uma "teoria conspiratória", mas ela tem um propósito: criar polêmica, para que se discuta realmente a questão do transporte de massa em Belo Horizonte.
Há muitos anos se fala na ampliação do metrô, que é um dos mais atrasados, em implantação e alcance, entre as grandes capitais brasileiras. O site Metrobh afirma, omitindo a data - mas sei que foi há muitos anos - que a CBTU contratou o Plano Diretor de Transporte sobre Trilhos para a Região Metropolitana. "Foi escolhido um cenário que prevê a inserção do Metrô no hipercentro de Belo Horizonte, através de uma linha na diretriz Pampulha/Savassi, cruzando a área central sob a Av. Afonso Pena e a expansão da Linha 2 Calafate-Barreiro em direção à região hospitalar, permitindo a integração com a Linha 1 Eldorado/Vilarinho", informa o site. Em 15 de maio de 2008, o governador Aécio Neves anunciou que até o fim daquele ano seria lançada licitação para levar o Metrô a regiões nobres de Belo Horizonte e à Cidade Administrativa, sendo que 38% dos investimentos previstos em R$ 4 bilhões seriam feitos pela iniciativa privada. O assunto voltou à imprensa em junho do ano passado, como parte das obras para a Copa do Mundo de 2014, agora com um Metrô menor, mas com uma proposta de Transporte Rápido por Ônibus (eles correriam sobre canaletas, como se fossem "um metrô sobre rodas").
São projetos que só sairão do papel se o forte lobby dos donos de ônibus for vencido.
02.2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
De Bárbara para Boris.
Acabei de ler um artigo da Bárbara Gancia sobre o episódio Boris e o microfone aberto.
Você pode lê-lo aqui
Mas se não quiser perder tempo, eu resumo: ela afirma que o Boris apenas fazia uma crítica aos editores do jornal que encerraram a matéria com a fala dos garis. Para completar, afirma que o Boris teve uma rusga com Lula recentemente e por isso a impressa esquerdista pegou o Boris para Cristo. Ou seja, Boris é uma pessoa idonea e muito séria, não queria menosprezar os garis e agora sofre uma perseguição dos amigos idiotas latino-americanos do Lula.
O meu comentário:
Concordo com você Bárbara!
A culpa é do Lula e dos idiotas latino-americanos que o defendem. Estão achincalhando o Boris, não pelo que ele falou mas por ter uma rusga com o Lula. Logo ele, o Boris, que é uma pessoa super idonea, não é mesmo!?
Patético a sua tentativa de justificar o injustificável. É claro que ele criticava a linha editorial do jornal que fechou com os garis, e mais claro que era uma crítica elitista, preconceituosa e menosprezadora da atividade alheia. Bonito é ser jornalista e articulista, ancora de jornal, gari é o fim da linha. Mais, indo-europeia, bem mais!
Você pode lê-lo aqui
Mas se não quiser perder tempo, eu resumo: ela afirma que o Boris apenas fazia uma crítica aos editores do jornal que encerraram a matéria com a fala dos garis. Para completar, afirma que o Boris teve uma rusga com Lula recentemente e por isso a impressa esquerdista pegou o Boris para Cristo. Ou seja, Boris é uma pessoa idonea e muito séria, não queria menosprezar os garis e agora sofre uma perseguição dos amigos idiotas latino-americanos do Lula.
O meu comentário:
Concordo com você Bárbara!
A culpa é do Lula e dos idiotas latino-americanos que o defendem. Estão achincalhando o Boris, não pelo que ele falou mas por ter uma rusga com o Lula. Logo ele, o Boris, que é uma pessoa super idonea, não é mesmo!?
Patético a sua tentativa de justificar o injustificável. É claro que ele criticava a linha editorial do jornal que fechou com os garis, e mais claro que era uma crítica elitista, preconceituosa e menosprezadora da atividade alheia. Bonito é ser jornalista e articulista, ancora de jornal, gari é o fim da linha. Mais, indo-europeia, bem mais!
sábado, 12 de dezembro de 2009
Lula falou merda e gerou efeito diarréia.
Ontem, ao falar para uma platéia muito simples, Lula usou a expressão, “o povo está saindo da merda”. Imediatamente começaram as repercussões. Alguns acharam uma gafe típica, outros uma tentativa de plantar matéria, outros mais têm certeza, faz parte do jogo político que levou a sua popularidade a superar os 80%.
Vários comentários me chamaram a atenção, mas um deles, por estar no twiiter e pela repercussão que deu, me fez pensar na responsabilidade e no papel do formador de opinião: “@Marcello_Serpa Lula quer separar a elite do povo. Falar merda é popular. Quem reclama é elitista,burguês. Chavez faz igualzinho na Venezuela”. Este comentário, até onde contei recebeu nove retuiwters e vários comentários positivos. Para completar veio outro comentário, bem elitista: “@Marcello_Serpa: Confundir "boa educação" com "elite" é um erro perigoso. Se for erro e não intenção”.
Será que a fala do Lula vai separar ainda mais a elite do povo? Será que o povo já não é suficientemente separado da elite? Usar palavras de baixo calão é feio, Mamãe ensinou. Ensinou também que algumas pessoas usam, por falta de formação ou descuido. Aprendi com a vida que em campo de futebol pode-se usar palavrões. Na literatura, aprendi com o Veríssimo que nada melhor do que um, “vai tomar no cu”, para expressar com clareza um sentimento de desprezo.
Entendo que não é politicamente correto, nem educado, o presidente falar um palavrão. Mas falou, saiu, podem descer a lenha, podem condená-lo e levantar mais uma vez a questão: Lula não tem educação, é popularesco, é baixo, é grosseiro. Só não admito que destorçam a fala dele. O povo realmente está saindo da merda e se aproximando da elite. O número de brasileiros que saiu na linha de miséria é o maior já registrado na história deste país. Os produtos que mais aumentaram o consumo no último ano foram os produtos de higiene pessoal e limpeza, dirigidos às classes C, D e E. Ficou mais acessível usar sabonete, creme dental, xampu, detergente e sabão em pó, para se limpar da merda. E se o Brasil não está inteiramente na merda é porque programas de distribuição de renda do governo federal impediram que a crise mundial tivesse mais força por aqui, graças ao crescente mercado interno.
Combinemos o seguinte: falar merda pode e outros palavrões também! Mas deturpar a fala do outro em busca de polidez e de uma postura pseudo-intelectual, é muito pau no cu.
Vários comentários me chamaram a atenção, mas um deles, por estar no twiiter e pela repercussão que deu, me fez pensar na responsabilidade e no papel do formador de opinião: “@Marcello_Serpa Lula quer separar a elite do povo. Falar merda é popular. Quem reclama é elitista,burguês. Chavez faz igualzinho na Venezuela”. Este comentário, até onde contei recebeu nove retuiwters e vários comentários positivos. Para completar veio outro comentário, bem elitista: “@Marcello_Serpa: Confundir "boa educação" com "elite" é um erro perigoso. Se for erro e não intenção”.
Será que a fala do Lula vai separar ainda mais a elite do povo? Será que o povo já não é suficientemente separado da elite? Usar palavras de baixo calão é feio, Mamãe ensinou. Ensinou também que algumas pessoas usam, por falta de formação ou descuido. Aprendi com a vida que em campo de futebol pode-se usar palavrões. Na literatura, aprendi com o Veríssimo que nada melhor do que um, “vai tomar no cu”, para expressar com clareza um sentimento de desprezo.
Entendo que não é politicamente correto, nem educado, o presidente falar um palavrão. Mas falou, saiu, podem descer a lenha, podem condená-lo e levantar mais uma vez a questão: Lula não tem educação, é popularesco, é baixo, é grosseiro. Só não admito que destorçam a fala dele. O povo realmente está saindo da merda e se aproximando da elite. O número de brasileiros que saiu na linha de miséria é o maior já registrado na história deste país. Os produtos que mais aumentaram o consumo no último ano foram os produtos de higiene pessoal e limpeza, dirigidos às classes C, D e E. Ficou mais acessível usar sabonete, creme dental, xampu, detergente e sabão em pó, para se limpar da merda. E se o Brasil não está inteiramente na merda é porque programas de distribuição de renda do governo federal impediram que a crise mundial tivesse mais força por aqui, graças ao crescente mercado interno.
Combinemos o seguinte: falar merda pode e outros palavrões também! Mas deturpar a fala do outro em busca de polidez e de uma postura pseudo-intelectual, é muito pau no cu.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Jogo Político.
Quando ouvi a declaração devia ter anotado o nome do sujeito, mas distrai. Um dos coordenadores do comitê olímpico internacional foi questionado sobre a escolha do Rio para sede das olimpíadas de 2016, depois da derrubada do helicóptero no sábado passado. Ele tranqüilo e sincero respondeu: “nada se compararmos com o ataque terrorista que aconteceu em Londres, no dia seguinte ao anúncio da sede dos jogos de 2012 e matou 49 pessoas no centro da cidade. Os critérios do comitê são vários além da segurança.”
Jornalistas apressados ou mal intencionados na tentativa de fazer bonito para os editores e proprietários do jornal conseguem é um vexame. Custava fazer uma pesquisa sobre a violência nas cidades que já foram sede? Impressionante como a imprensa conquistou o papel de achincalhadora nacional. Acho importante um papel crítico e questionador que a impressa pode ter, mas o que fazem é outra coisa. Servem como cordeiros a empresários interessados em desestabilizar o governo e as instituições públicas.
E ai vem uma pergunta: o que um empresário ganha com a desestabilização do governo? E a resposta é simples: poder. Quem tem a capacidade de desestabilizar o poder constituído pode chantagea-lo ou manipulá-lo e mais, pode conseguir trocar estes governantes por outros, seus aliados. E o problema é exatamente este, o presidente é oposição a grandes meios de comunicação. É uma aberração esta faceta da política brasileira, o que provoca embates com o governo não é a oposição partidária, e sim, a oposição midiática.
O psdb se tornou um capacho da falha de são paulo e da veja, de acordo com as suas manchetes e capas o psdb define a sua agenda. Ainda não perceberam o tiro no pé que deram ao escolher uma estratégia onde a comunicação e a interação com o povo não é mais feita pelo partido e sim pelos seus representantes midiáticos. Órfãos de Duda Mendonça e com a imagem do partido desacreditada, acreditaram que era mais fácil usar os meios de comunicação para fazer o papel de interação com a população e assim expor menos o psdb. Lascaram-se, o partido continua perdendo credibilidade, a interação mídia/partido é cada dia mais nefasta e suas armações mais perceptíveis para o público. E o pior ainda não veio, quero ver quando a falha e a veja forem cobrar do os custos da assessoria de comunicação e relações públicas.
Jornalistas apressados ou mal intencionados na tentativa de fazer bonito para os editores e proprietários do jornal conseguem é um vexame. Custava fazer uma pesquisa sobre a violência nas cidades que já foram sede? Impressionante como a imprensa conquistou o papel de achincalhadora nacional. Acho importante um papel crítico e questionador que a impressa pode ter, mas o que fazem é outra coisa. Servem como cordeiros a empresários interessados em desestabilizar o governo e as instituições públicas.
E ai vem uma pergunta: o que um empresário ganha com a desestabilização do governo? E a resposta é simples: poder. Quem tem a capacidade de desestabilizar o poder constituído pode chantagea-lo ou manipulá-lo e mais, pode conseguir trocar estes governantes por outros, seus aliados. E o problema é exatamente este, o presidente é oposição a grandes meios de comunicação. É uma aberração esta faceta da política brasileira, o que provoca embates com o governo não é a oposição partidária, e sim, a oposição midiática.
O psdb se tornou um capacho da falha de são paulo e da veja, de acordo com as suas manchetes e capas o psdb define a sua agenda. Ainda não perceberam o tiro no pé que deram ao escolher uma estratégia onde a comunicação e a interação com o povo não é mais feita pelo partido e sim pelos seus representantes midiáticos. Órfãos de Duda Mendonça e com a imagem do partido desacreditada, acreditaram que era mais fácil usar os meios de comunicação para fazer o papel de interação com a população e assim expor menos o psdb. Lascaram-se, o partido continua perdendo credibilidade, a interação mídia/partido é cada dia mais nefasta e suas armações mais perceptíveis para o público. E o pior ainda não veio, quero ver quando a falha e a veja forem cobrar do os custos da assessoria de comunicação e relações públicas.
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
País dos Esportes.
Nunca antes na história deste país sediamos uma Copa do Mundo de Futebol e uma Olimpíada. Se o Lula não disse esta frase, ele pensou. Se não pensou deveria ter pensado. Não sei como conseguiram, se foi só uma pressão de várias personalidades que apoiaram ou se teve bola, uma graninha por fora. E acho que isso não faz a menor diferença.
O que importa é que celebraremos os dois maiores eventos esportivos do mundo em nosso território. Faltam sete anos para 2016 e tenho certeza que neste tempo muitos jovens e crianças sonharão com os índices olímpicos, com o pódio e os louros da glória. Sonharão com uma medalha de ouro e uma entrevista para a Globo. E neste tempo o mundo inteiro se voltará para nós. Seremos mais vistos, mais criticados, mais interpretados e talvez mais desejados.
Quando saiu o resultado da seleção do Rio como sede dos jogos olímpicos, logo escutei algumas frases do tipo: imagine o quanto vão roubar!? Não tem dinheiro para a educação, mas vão organizar os jogos olímpicos. Não sabem organizar um ENEM, mas vão organizar uma olimpíada. E foram muitas outras frases que os sofredores me falaram. Chamo de sofredores aqueles que ainda vestem a camisa de um Brasil miserável, incompetente, corrupto e fraco.
Impressionante como temos uma tendência pessimísta, mesmo com tanto otimismo no ar. Percebo isso como um problema de auto-estima do cidadão. Cansados de ver as nossas mazelas nos telejornais acabam por acreditar que elas são maiores que nossas competências. Acomodam-se diante do medo da violência e acreditam mais na possibilidade do fracasso do que no pódio.
Nunca fui um sujeito de competições, nunca fui um desportista e sempre achei uma bobagem correr para chegar primeiro, ou fazer gols para ser campeão. Apesar de ter pouca sintonia na prática dos esportes, sou um fiel admirador e sei da importância desses para a sociedade. E é por isso que mesmo que haja desvio de verba e outras tramóias, a qualidade de vida e auto-estima do Brasileiro só tem a ganhar com a realização destas festas esportivas por aqui.
O que importa é que celebraremos os dois maiores eventos esportivos do mundo em nosso território. Faltam sete anos para 2016 e tenho certeza que neste tempo muitos jovens e crianças sonharão com os índices olímpicos, com o pódio e os louros da glória. Sonharão com uma medalha de ouro e uma entrevista para a Globo. E neste tempo o mundo inteiro se voltará para nós. Seremos mais vistos, mais criticados, mais interpretados e talvez mais desejados.
Quando saiu o resultado da seleção do Rio como sede dos jogos olímpicos, logo escutei algumas frases do tipo: imagine o quanto vão roubar!? Não tem dinheiro para a educação, mas vão organizar os jogos olímpicos. Não sabem organizar um ENEM, mas vão organizar uma olimpíada. E foram muitas outras frases que os sofredores me falaram. Chamo de sofredores aqueles que ainda vestem a camisa de um Brasil miserável, incompetente, corrupto e fraco.
Impressionante como temos uma tendência pessimísta, mesmo com tanto otimismo no ar. Percebo isso como um problema de auto-estima do cidadão. Cansados de ver as nossas mazelas nos telejornais acabam por acreditar que elas são maiores que nossas competências. Acomodam-se diante do medo da violência e acreditam mais na possibilidade do fracasso do que no pódio.
Nunca fui um sujeito de competições, nunca fui um desportista e sempre achei uma bobagem correr para chegar primeiro, ou fazer gols para ser campeão. Apesar de ter pouca sintonia na prática dos esportes, sou um fiel admirador e sei da importância desses para a sociedade. E é por isso que mesmo que haja desvio de verba e outras tramóias, a qualidade de vida e auto-estima do Brasileiro só tem a ganhar com a realização destas festas esportivas por aqui.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Sincronicidade.
Segundo Jung, o primeiro a definir o termo, sincronicidade são acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Ele também chama de coincidência significativa. Estes acontecimentos costumam ser reveladores e necessitam de compreensão e esta pode surgir espontaneamente em forma de um insight.
Segundo os místicos, começamos a perceber as sincronicidades a partir de certa idade com mais intensidade. Geralmente, quando estamos com os chácaras abertos e em sintonia com o universo, começamos a perceber e a transitar, mesmo que sem perceber, por outros planos e a fazer ligações entre eles. Assim conseguimos nos comunicar, trocando sensações, com pessoas queridas. Só que é preciso atenção e tranqüilidade para perceber.
Enquanto seguimos no fluxo veloz da sociedade moderna não percebemos a sincronicidade que nos conecta as outras pessoas. Quantas vezes você já pensou em uma pessoa e logo em seguida o telefone tocou e era ela? Quantas vezes você comentou que estava sentindo saudades de uma pessoa e depois soube que naquele momento ela estava pensando o mesmo a seu respeito? Quantas vezes já sentiu uma alegria sem explicação e depois descobriu que uma pessoa muito próxima comemorava uma conquista?
Pois é, fiquem atentos a estes momentos, responda-os com carinho. A modernidade tem o hábito de afogar estas delicadezas no turbilhão de sensações imediatas do cotidiano. Pessoas que estão o tempo todo sem tempo, que vivem correndo, que só tem tempo para o trabalho, não percebem. Toda vez que deixam de encontrar um amigo, de viver um momento feliz, para trabalhar, estão fechando estes canais de comunicação e se amarrando ao capitalismo estúpido e decadente.
Segundo os místicos, começamos a perceber as sincronicidades a partir de certa idade com mais intensidade. Geralmente, quando estamos com os chácaras abertos e em sintonia com o universo, começamos a perceber e a transitar, mesmo que sem perceber, por outros planos e a fazer ligações entre eles. Assim conseguimos nos comunicar, trocando sensações, com pessoas queridas. Só que é preciso atenção e tranqüilidade para perceber.
Enquanto seguimos no fluxo veloz da sociedade moderna não percebemos a sincronicidade que nos conecta as outras pessoas. Quantas vezes você já pensou em uma pessoa e logo em seguida o telefone tocou e era ela? Quantas vezes você comentou que estava sentindo saudades de uma pessoa e depois soube que naquele momento ela estava pensando o mesmo a seu respeito? Quantas vezes já sentiu uma alegria sem explicação e depois descobriu que uma pessoa muito próxima comemorava uma conquista?
Pois é, fiquem atentos a estes momentos, responda-os com carinho. A modernidade tem o hábito de afogar estas delicadezas no turbilhão de sensações imediatas do cotidiano. Pessoas que estão o tempo todo sem tempo, que vivem correndo, que só tem tempo para o trabalho, não percebem. Toda vez que deixam de encontrar um amigo, de viver um momento feliz, para trabalhar, estão fechando estes canais de comunicação e se amarrando ao capitalismo estúpido e decadente.
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