Nunca antes na história deste país sediamos uma Copa do Mundo de Futebol e uma Olimpíada. Se o Lula não disse esta frase, ele pensou. Se não pensou deveria ter pensado. Não sei como conseguiram, se foi só uma pressão de várias personalidades que apoiaram ou se teve bola, uma graninha por fora. E acho que isso não faz a menor diferença.
O que importa é que celebraremos os dois maiores eventos esportivos do mundo em nosso território. Faltam sete anos para 2016 e tenho certeza que neste tempo muitos jovens e crianças sonharão com os índices olímpicos, com o pódio e os louros da glória. Sonharão com uma medalha de ouro e uma entrevista para a Globo. E neste tempo o mundo inteiro se voltará para nós. Seremos mais vistos, mais criticados, mais interpretados e talvez mais desejados.
Quando saiu o resultado da seleção do Rio como sede dos jogos olímpicos, logo escutei algumas frases do tipo: imagine o quanto vão roubar!? Não tem dinheiro para a educação, mas vão organizar os jogos olímpicos. Não sabem organizar um ENEM, mas vão organizar uma olimpíada. E foram muitas outras frases que os sofredores me falaram. Chamo de sofredores aqueles que ainda vestem a camisa de um Brasil miserável, incompetente, corrupto e fraco.
Impressionante como temos uma tendência pessimísta, mesmo com tanto otimismo no ar. Percebo isso como um problema de auto-estima do cidadão. Cansados de ver as nossas mazelas nos telejornais acabam por acreditar que elas são maiores que nossas competências. Acomodam-se diante do medo da violência e acreditam mais na possibilidade do fracasso do que no pódio.
Nunca fui um sujeito de competições, nunca fui um desportista e sempre achei uma bobagem correr para chegar primeiro, ou fazer gols para ser campeão. Apesar de ter pouca sintonia na prática dos esportes, sou um fiel admirador e sei da importância desses para a sociedade. E é por isso que mesmo que haja desvio de verba e outras tramóias, a qualidade de vida e auto-estima do Brasileiro só tem a ganhar com a realização destas festas esportivas por aqui.
Frito melões, abacaxis, pepinos e salgadinhos em geral. Chapa quente, caldeirão fervendo e pratos finos sobre a mesa.
Acredito no estado eterno de mudanças.
Gosto de ver as mudanças da vida. Ontem criança, hoje adulto, amanhã idoso. Este espaço é para provocar diálogos que possam ajudar a mudar o meu jeito de olhar. E quem sabe você também entra nessa? Seja bem vindo, comente, critique, o anonimato aqui é bem vindo.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Sincronicidade.
Segundo Jung, o primeiro a definir o termo, sincronicidade são acontecimentos que se relacionam não por relação causal e sim por relação de significado. Ele também chama de coincidência significativa. Estes acontecimentos costumam ser reveladores e necessitam de compreensão e esta pode surgir espontaneamente em forma de um insight.
Segundo os místicos, começamos a perceber as sincronicidades a partir de certa idade com mais intensidade. Geralmente, quando estamos com os chácaras abertos e em sintonia com o universo, começamos a perceber e a transitar, mesmo que sem perceber, por outros planos e a fazer ligações entre eles. Assim conseguimos nos comunicar, trocando sensações, com pessoas queridas. Só que é preciso atenção e tranqüilidade para perceber.
Enquanto seguimos no fluxo veloz da sociedade moderna não percebemos a sincronicidade que nos conecta as outras pessoas. Quantas vezes você já pensou em uma pessoa e logo em seguida o telefone tocou e era ela? Quantas vezes você comentou que estava sentindo saudades de uma pessoa e depois soube que naquele momento ela estava pensando o mesmo a seu respeito? Quantas vezes já sentiu uma alegria sem explicação e depois descobriu que uma pessoa muito próxima comemorava uma conquista?
Pois é, fiquem atentos a estes momentos, responda-os com carinho. A modernidade tem o hábito de afogar estas delicadezas no turbilhão de sensações imediatas do cotidiano. Pessoas que estão o tempo todo sem tempo, que vivem correndo, que só tem tempo para o trabalho, não percebem. Toda vez que deixam de encontrar um amigo, de viver um momento feliz, para trabalhar, estão fechando estes canais de comunicação e se amarrando ao capitalismo estúpido e decadente.
Segundo os místicos, começamos a perceber as sincronicidades a partir de certa idade com mais intensidade. Geralmente, quando estamos com os chácaras abertos e em sintonia com o universo, começamos a perceber e a transitar, mesmo que sem perceber, por outros planos e a fazer ligações entre eles. Assim conseguimos nos comunicar, trocando sensações, com pessoas queridas. Só que é preciso atenção e tranqüilidade para perceber.
Enquanto seguimos no fluxo veloz da sociedade moderna não percebemos a sincronicidade que nos conecta as outras pessoas. Quantas vezes você já pensou em uma pessoa e logo em seguida o telefone tocou e era ela? Quantas vezes você comentou que estava sentindo saudades de uma pessoa e depois soube que naquele momento ela estava pensando o mesmo a seu respeito? Quantas vezes já sentiu uma alegria sem explicação e depois descobriu que uma pessoa muito próxima comemorava uma conquista?
Pois é, fiquem atentos a estes momentos, responda-os com carinho. A modernidade tem o hábito de afogar estas delicadezas no turbilhão de sensações imediatas do cotidiano. Pessoas que estão o tempo todo sem tempo, que vivem correndo, que só tem tempo para o trabalho, não percebem. Toda vez que deixam de encontrar um amigo, de viver um momento feliz, para trabalhar, estão fechando estes canais de comunicação e se amarrando ao capitalismo estúpido e decadente.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A tela que consumimos.
Um amigo apontou para a televisão ligada no boteco e disse: ralo de olho! Demorei a entender e ele mostrou as pessoas ao redor. Uns concentrados, outros com pouco interesse, outros de relance, todos olhavam a programação. Aquilo era irritante, queríamos sentar e conversar e a televisão puxava a nossa atenção.
Foi inevitável que o papo girasse em torno do tema. A televisão, suas qualidades e problemas. Não gosto dos absolutismos e na crença do mal certeiro, apesar dos maus usos, a televisão é um meio de comunicação fantástico e importante para a formação da nossa sociedade. No entanto, foram poucos os momentos que consegui defender a caixa preta hipnótica. Difícil reconhecer a integração nacional e não falar da massificação cultural. As antenas uniram o país, fortaleceram a nossa identidade, e do Rio Grande do Sul a Roraima todo mundo usa a moda da novela das oito.
A coisa piorou quando começamos a falar da principal rede do Brasil. Relações nefastas com o poder, corrupções, manipulações, jogadas milionárias e uma rede familiar de controle do estado. Chegamos ao fundo do poço com a constatação: somos dominados por uma família mesquinha e burra. Será que ainda não perceberam que a idiotização e a tentativa de manipulação da massa é um tiro no pé?
Neste momento pensei em Santa Clara, um exemplo de bondade e resignação. Será que ela não vê isso? Será que virá em nosso socorro e iluminará os corações e mentes desses mentecaptos? Meu amigo retrucou. Não adianta apelar para os santos, a família tem ligação direta com a ala mais conservadora da liga sagrada dos santos. Meu espírito revolucionário acendeu.
Então vamos fazer o seguinte: primeiro destituímos Santa Clara de patrona da televisão. Depois nomeamos Santa Luzia para esta tarefa. Uai, e que diferença faz? É que Santa Clara, que era uma pessoa muito boa, na paz total, foi nomeada patrona da televisão pelo Pio XII, o papa chegado dos nazistas. Ele reconheceu como milagre a narração que ela fez de uma missa sem estar presente, ouviu e viu tudo. Ela é a inspiradora espiritual da tv, mas é muito abnegada, precisamos de alguém mais atuante. Dai escolhi Santa Luzia, que é mais combativa e feroz. Ela não aceitava e denunciava os falsos profetas, por isso arrancaram seus olhos. No dia seguinte ela estava com olhos novos e assim foi canonizada. Ela vai arrancar os olhos desses falsos profetas que seduzem o povo no altar eletrônico.
Foi inevitável que o papo girasse em torno do tema. A televisão, suas qualidades e problemas. Não gosto dos absolutismos e na crença do mal certeiro, apesar dos maus usos, a televisão é um meio de comunicação fantástico e importante para a formação da nossa sociedade. No entanto, foram poucos os momentos que consegui defender a caixa preta hipnótica. Difícil reconhecer a integração nacional e não falar da massificação cultural. As antenas uniram o país, fortaleceram a nossa identidade, e do Rio Grande do Sul a Roraima todo mundo usa a moda da novela das oito.
A coisa piorou quando começamos a falar da principal rede do Brasil. Relações nefastas com o poder, corrupções, manipulações, jogadas milionárias e uma rede familiar de controle do estado. Chegamos ao fundo do poço com a constatação: somos dominados por uma família mesquinha e burra. Será que ainda não perceberam que a idiotização e a tentativa de manipulação da massa é um tiro no pé?
Neste momento pensei em Santa Clara, um exemplo de bondade e resignação. Será que ela não vê isso? Será que virá em nosso socorro e iluminará os corações e mentes desses mentecaptos? Meu amigo retrucou. Não adianta apelar para os santos, a família tem ligação direta com a ala mais conservadora da liga sagrada dos santos. Meu espírito revolucionário acendeu.
Então vamos fazer o seguinte: primeiro destituímos Santa Clara de patrona da televisão. Depois nomeamos Santa Luzia para esta tarefa. Uai, e que diferença faz? É que Santa Clara, que era uma pessoa muito boa, na paz total, foi nomeada patrona da televisão pelo Pio XII, o papa chegado dos nazistas. Ele reconheceu como milagre a narração que ela fez de uma missa sem estar presente, ouviu e viu tudo. Ela é a inspiradora espiritual da tv, mas é muito abnegada, precisamos de alguém mais atuante. Dai escolhi Santa Luzia, que é mais combativa e feroz. Ela não aceitava e denunciava os falsos profetas, por isso arrancaram seus olhos. No dia seguinte ela estava com olhos novos e assim foi canonizada. Ela vai arrancar os olhos desses falsos profetas que seduzem o povo no altar eletrônico.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Não acredito em nada, mas desconfio de muita coisa.
A frase de Riobaldo Tatarana, personagem de Guimarães Rosa, sempre me inspira. É que tenho uma desconfiança danada das verdades e absolutismos. Dizem que é coisa de mineiro, que é desconfiado por natureza. Prefiro pensar que é herança genética, de um povo que veio desbravando estas terras e sempre na dúvida do que viria pela frente.
Não faço a mínima idéia do que vem por ai, mas minhas desconfianças me deixam cada dia mais confortável. Lendo uma reportagem publicada na Rolling Stone em 2007, encontrei um cientista para abalizar as minhas desconfianças. O Seu James Lovelock, que hoje está com 90 anos, tem algumas idéias bem claras sobre o aquecimento global e suas conseqüências. O aquecimento já é irreversível, as mudanças climáticas vão se acelerar e a humanidade nunca mais será a mesma. O planeta não tem como sustentar o nosso modelo de vida. Sobre a redução da emissão de carbono ele sugere: 25% do gás carbônico lançado na natureza é fruto da respiração dos homens e dos animais, se reduzirmos a população, diminuiremos a produção de carbono.
O fato é que Gaia não suporta mais a presença de tanta gente, ou melhor, não suporta o nosso modo de vida. Nossa evolução tecnológica não foi acompanhada de uma evolução moral – isso também é do Seu James – que proporcionaria um crescimento populacional sustentável. E agora meus amigos, não tem volta, bilhões morrerão, seca, pragas e fome vêm ai, e por mais que isso seja aterrorizante ou triste, é natural e necessário. Estou evoluindo meu pensamento, cada dia sou menos humanista e mais naturalista. É um escudo para me proteger da dor e o terror que virão.
Entender o ciclo natural das coisas é o início do pensamento para respeitar o planeta. No entanto, voltamos para o nosso umbigo e deixamos o resto se ferrar. Agora é hora de ver o circo pegar fogo, literalmente. Mas tem o lado bom, sempre tem, os que sobreviverem construirão uma nova humanidade, menos humana e mais natural, mais integrada ao todo, a Gaia. Então meus amigos, aproveitem a vida, aproveitem cada dia, curtam as coisas que gostam, tomem cerveja, fumem, namorem, fiquem com seus familiares e amigos. E estejam preparados para quando Gaia lhes disser que é para correr, porque o bichão vai pegar geral.
Não faço a mínima idéia do que vem por ai, mas minhas desconfianças me deixam cada dia mais confortável. Lendo uma reportagem publicada na Rolling Stone em 2007, encontrei um cientista para abalizar as minhas desconfianças. O Seu James Lovelock, que hoje está com 90 anos, tem algumas idéias bem claras sobre o aquecimento global e suas conseqüências. O aquecimento já é irreversível, as mudanças climáticas vão se acelerar e a humanidade nunca mais será a mesma. O planeta não tem como sustentar o nosso modelo de vida. Sobre a redução da emissão de carbono ele sugere: 25% do gás carbônico lançado na natureza é fruto da respiração dos homens e dos animais, se reduzirmos a população, diminuiremos a produção de carbono.
O fato é que Gaia não suporta mais a presença de tanta gente, ou melhor, não suporta o nosso modo de vida. Nossa evolução tecnológica não foi acompanhada de uma evolução moral – isso também é do Seu James – que proporcionaria um crescimento populacional sustentável. E agora meus amigos, não tem volta, bilhões morrerão, seca, pragas e fome vêm ai, e por mais que isso seja aterrorizante ou triste, é natural e necessário. Estou evoluindo meu pensamento, cada dia sou menos humanista e mais naturalista. É um escudo para me proteger da dor e o terror que virão.
Entender o ciclo natural das coisas é o início do pensamento para respeitar o planeta. No entanto, voltamos para o nosso umbigo e deixamos o resto se ferrar. Agora é hora de ver o circo pegar fogo, literalmente. Mas tem o lado bom, sempre tem, os que sobreviverem construirão uma nova humanidade, menos humana e mais natural, mais integrada ao todo, a Gaia. Então meus amigos, aproveitem a vida, aproveitem cada dia, curtam as coisas que gostam, tomem cerveja, fumem, namorem, fiquem com seus familiares e amigos. E estejam preparados para quando Gaia lhes disser que é para correr, porque o bichão vai pegar geral.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Nova CPMF X Pré-sal
Enquanto os últimos focos do incêndio no senado são apagados surge uma nova queimação na câmara dos deputados. Querem ressuscitar a CPMF, imposto de 0,038 sobre transações bancárias, que angaria fundos para a saúde. Para amenizar arrumaram um outro nome e os governistas levantaram a bandeira: é para a saúde do povo brasileiro. E eles têm uma ótima justificativa; os recursos são para todos, principalmente os mais pobres e apenas cinco milhões de brasileiros pagarão este imposto.
Fico encantado com a cara de pau, a falta de vergonha e a facilidade com que subestimam a minha inteligência. O governo quando fazia o papel de oposição lutou bravamente para derrubar a CPMF, afirmando que não era preciso mais dinheiro e sim mais rigor no controle dos gastos e seriedade nos investimentos. Em 2007, a oposição, que já foi governo e já defendeu a CPMF, conseguiu derrubar o imposto e agora luta para impedir a sua volta.
O primeiro engodo é afirmar que apenas cinco milhões de brasileiros pagarão o imposto. Obviamente estes são das classes mais abonadas e repassarão este novo gasto para os produtos que consumimos, dividindo o novo imposto com todos os outros brasileiros. O segundo engodo é a cara de pau do governo em afirmar que não existe dinheiro para a saúde. Do montante arrecadado atualmente o governo federal dedica menos de 10% para a saúde. Os governos estaduais são obrigados a destinar no mínimo 12% e os municipais, 15%.
Pois é, este papo rolou semana passada na câmara dos deputados. Agora surgiu o pré-sal, a estatal de pré-sal, a briga entre os estados, municípios e federação pelos dividendos. Deputados, governadores, prefeitos e o presidente se digladiam para ver quem vai ficar com o bolo. O dinheiro federal será investido na saúde e na educação, disse Lula. Espero que isso acalme a bancada federal que quer a volta da CPMF.
Uma análise simples e objetiva. Ano que vem tem eleições e os partidos precisam de mais dinheiro para as suas campanhas. Precisam comprar ambulâncias e fazer barulho para que a população perceba as melhorias na saúde. Deputados, senadores e governadores precisam mostrar que fizeram alguma coisa nos últimos quatro anos. Ano que vem tem eleições e precisamos votar com inteligência, com atenção. É fundamental que escolhamos candidatos que não fazem parte deste jogo de espolio e que não reelejamos ninguém.
Fico encantado com a cara de pau, a falta de vergonha e a facilidade com que subestimam a minha inteligência. O governo quando fazia o papel de oposição lutou bravamente para derrubar a CPMF, afirmando que não era preciso mais dinheiro e sim mais rigor no controle dos gastos e seriedade nos investimentos. Em 2007, a oposição, que já foi governo e já defendeu a CPMF, conseguiu derrubar o imposto e agora luta para impedir a sua volta.
O primeiro engodo é afirmar que apenas cinco milhões de brasileiros pagarão o imposto. Obviamente estes são das classes mais abonadas e repassarão este novo gasto para os produtos que consumimos, dividindo o novo imposto com todos os outros brasileiros. O segundo engodo é a cara de pau do governo em afirmar que não existe dinheiro para a saúde. Do montante arrecadado atualmente o governo federal dedica menos de 10% para a saúde. Os governos estaduais são obrigados a destinar no mínimo 12% e os municipais, 15%.
Pois é, este papo rolou semana passada na câmara dos deputados. Agora surgiu o pré-sal, a estatal de pré-sal, a briga entre os estados, municípios e federação pelos dividendos. Deputados, governadores, prefeitos e o presidente se digladiam para ver quem vai ficar com o bolo. O dinheiro federal será investido na saúde e na educação, disse Lula. Espero que isso acalme a bancada federal que quer a volta da CPMF.
Uma análise simples e objetiva. Ano que vem tem eleições e os partidos precisam de mais dinheiro para as suas campanhas. Precisam comprar ambulâncias e fazer barulho para que a população perceba as melhorias na saúde. Deputados, senadores e governadores precisam mostrar que fizeram alguma coisa nos últimos quatro anos. Ano que vem tem eleições e precisamos votar com inteligência, com atenção. É fundamental que escolhamos candidatos que não fazem parte deste jogo de espolio e que não reelejamos ninguém.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Arquivo bom é arquivo morto.
Depois de um enorme lenga-lenga as denúncias contra o presidente do senado foram arquivadas. Lideranças partidárias se mobilizaram, acordos aqui e ali, ameaças contra os que tentavam levar a coisa adiante e pronto. Acabou a história e vamos para outra. Sarney deve estar contente por ter feito política da forma clássica, como sempre fez. Ah, o PSOL ainda luta para reabrir a questão, mas infelizmente é uma luta solitária e sem força. Vale mais para percebermos que alguém está realmente na oposição ao PT, PSDB e PMDB.
Não tinha dúvidas sobre este final e isso não me deixa decepcionado, indignado ou revoltado. Pelo contrário, fico feliz em saber que uma grande parcela de brasileiros conheceu melhor os seus lideres. Pelo menos Sarney não morrerá igual ao Tancredo, se passando por santo. Os podres que vieram à tona revelaram como o coronel do Maranhão controla seus comandados. Imagino que ele não esteja envergonhado, imagino que ele nem ligue. Mas seus descendentes levarão para sempre a carga do que ele fez. Seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos serão lembrados pelas falcatruas do grande líder.
Para nós, cidadãos comuns, resta o voto, a possibilidade de eleger alguém que possa contribuir para melhorar o país. Um momento. Aqui em Minas Gerais um possível candidato ao senado é o Aécio. O PSDB não o admite como candidato a presidência, vice do Serra ele não quer ser, resta o senado. Com o aparelho que montou por aqui, não restam dúvidas, será eleito com louvores. Infelizmente a internet e os gritos dos twinteiros ainda não chegam ao sertão. Aliás, nem se chegassem, estes panfletários de última hora, gritam por gritarem, são manobrados pelas grandes mídias ou estão dentro delas.
Lembro do papo de boteco entre meu irmão e um amigo nosso. Um deles disse: cara, se eu tivesse grana iria montar um aparelho e incentivar os doentes terminais a matarem políticos que tivessem falcatruas comprovadas. Imagine, se cada soro-positivo matar um político? Um grupo de guerrilha formado por doentes que querem deixar a nação melhor para as futuras gerações. Seria perfeito, outros espontaneamente se juntariam ao bando. Prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores, todos em pânico. Cara, você é muito louco, os doentes estariam fracos e não conseguiriam fazer o serviço direito, te pegariam facilmente. Seria muito mais eficiente acionar o PCC ou o CV e sugerir: olha, todos que já têm trinta anos de pena devêm matar um político corrupto. Pronto, você não precisaria armá-los e nem ensiná-los a matar. Eles têm todo o aparato pronto para passar geral, ai sim, seria pânico na classe política. A expressão, “arquivo morto” é mais eficiente que, “arquivaram os processos”.
Nestas horas me arrependo de ser humanista, de acreditar na democracia e no direito a vida. Interrompo o papo. Olha meus amigos, infelizmente isso não seria uma atitude descente. Matar, coagir, chantagear e roubar, são as armas deles. Precisamos agir com nobreza. Ano que vem tem eleições e podemos votar melhor, escolher novas caras, não reeleger ninguém, fazer campanha contra... ah velho, seu discurso é politicamente correto demais, eu sou mais Hamurabi: olho por olho, dente por dente, é nois!
Não tinha dúvidas sobre este final e isso não me deixa decepcionado, indignado ou revoltado. Pelo contrário, fico feliz em saber que uma grande parcela de brasileiros conheceu melhor os seus lideres. Pelo menos Sarney não morrerá igual ao Tancredo, se passando por santo. Os podres que vieram à tona revelaram como o coronel do Maranhão controla seus comandados. Imagino que ele não esteja envergonhado, imagino que ele nem ligue. Mas seus descendentes levarão para sempre a carga do que ele fez. Seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos serão lembrados pelas falcatruas do grande líder.
Para nós, cidadãos comuns, resta o voto, a possibilidade de eleger alguém que possa contribuir para melhorar o país. Um momento. Aqui em Minas Gerais um possível candidato ao senado é o Aécio. O PSDB não o admite como candidato a presidência, vice do Serra ele não quer ser, resta o senado. Com o aparelho que montou por aqui, não restam dúvidas, será eleito com louvores. Infelizmente a internet e os gritos dos twinteiros ainda não chegam ao sertão. Aliás, nem se chegassem, estes panfletários de última hora, gritam por gritarem, são manobrados pelas grandes mídias ou estão dentro delas.
Lembro do papo de boteco entre meu irmão e um amigo nosso. Um deles disse: cara, se eu tivesse grana iria montar um aparelho e incentivar os doentes terminais a matarem políticos que tivessem falcatruas comprovadas. Imagine, se cada soro-positivo matar um político? Um grupo de guerrilha formado por doentes que querem deixar a nação melhor para as futuras gerações. Seria perfeito, outros espontaneamente se juntariam ao bando. Prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores, todos em pânico. Cara, você é muito louco, os doentes estariam fracos e não conseguiriam fazer o serviço direito, te pegariam facilmente. Seria muito mais eficiente acionar o PCC ou o CV e sugerir: olha, todos que já têm trinta anos de pena devêm matar um político corrupto. Pronto, você não precisaria armá-los e nem ensiná-los a matar. Eles têm todo o aparato pronto para passar geral, ai sim, seria pânico na classe política. A expressão, “arquivo morto” é mais eficiente que, “arquivaram os processos”.
Nestas horas me arrependo de ser humanista, de acreditar na democracia e no direito a vida. Interrompo o papo. Olha meus amigos, infelizmente isso não seria uma atitude descente. Matar, coagir, chantagear e roubar, são as armas deles. Precisamos agir com nobreza. Ano que vem tem eleições e podemos votar melhor, escolher novas caras, não reeleger ninguém, fazer campanha contra... ah velho, seu discurso é politicamente correto demais, eu sou mais Hamurabi: olho por olho, dente por dente, é nois!
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Decálogo de Lênin X Música de Gabriel o Pensador.
Recebi esta semana dois e-mails curiosos. Um relatava o Decálogo de Lênin. Estes escritos foram elaborados como normas para guiar a construção da Rússia após a Revolução Comunista. Para a minha surpresa no power point havia alguns mandamentos estranhos:
• Corrompa e juventude e dê-lhe liberdade sexual;
• Infiltre e depois controle todos os meios de comunicação;
• Destrua a confiança do povo em seus líderes;
• Promova greves, mesmo que ilegais, nas indústrias vitais do país;
• Colabore para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes.
São mais cinco frases desse tipo e com fotos de Lula, Marcos Valério, greves, Lula nas greves do ABC, Hugo Chaves e Evo Morales. Fiquei me perguntando: como Lênin queria construir um país usando estas idéias? Quando que na Rússia deram liberdade sexual para os jovens? Destruir a confiança de um povo em seus líderes, para quê?
Ah, já entendi, o cara que fez o power point quer nos convencer de que Lula seguiu o Decálogo de Lênin para chegar ao poder. Deve ser por isso que começa assim: escrito por Vladimir Lênin, o pai do comunismo, sistema governamental ateísta. Fiquei com medo, os comunistas que iriam comer as nossas criancinhas já estão no poder.
Se fosse só isso estaria bom, mas é pior. O outro e-mail que recebi tem o título: música do Gabriel o Pensador censurada. A letra da música, também apresentada em power point com fotos de petistas e do congresso, fala dos desmandos dos senadores e dos políticos em geral. A letra é péssima e na hora conclui: Gabriel não escreveu isso nem a pau.
Fui procurar na internet sobre a música e a censura, não encontrei nada. Censura eficiente, heim? Não existe um blog, um jornal independente e nem no site do cantor uma linha se quer sobre a censura. Ninguém, além do cara que escreveu o power point, sabe da letra e da censura desta música.
Sobre o Decálogo de Lênin fiz uma busca rápida e encontrei-o repetido em vários sites ligados aos integralistas. Para quem não sabe, estes sujeitos, também conhecidos como camisas verdes, são discípulos de Plínio salgado, ultra-direitistas, para ser mais claro, são fascistas.
Escrevi este post para registrar a minha indignação. A internet é um meio de comunicação novo, aberto e de fácil manipulação. Pessoas mal intencionadas e de caráter fraco utilizam o meio para expor seus recalques. Eles precisam aprender que democracia se constrói com honestidade, com idéias claras e coerência. Tentar manipular idéias, fatos e pessoas é coisa do passado. Lembrem-se: Hitler, ídolo deles, tentou contar uma grande mentira e deu no que deu.
• Corrompa e juventude e dê-lhe liberdade sexual;
• Infiltre e depois controle todos os meios de comunicação;
• Destrua a confiança do povo em seus líderes;
• Promova greves, mesmo que ilegais, nas indústrias vitais do país;
• Colabore para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes.
São mais cinco frases desse tipo e com fotos de Lula, Marcos Valério, greves, Lula nas greves do ABC, Hugo Chaves e Evo Morales. Fiquei me perguntando: como Lênin queria construir um país usando estas idéias? Quando que na Rússia deram liberdade sexual para os jovens? Destruir a confiança de um povo em seus líderes, para quê?
Ah, já entendi, o cara que fez o power point quer nos convencer de que Lula seguiu o Decálogo de Lênin para chegar ao poder. Deve ser por isso que começa assim: escrito por Vladimir Lênin, o pai do comunismo, sistema governamental ateísta. Fiquei com medo, os comunistas que iriam comer as nossas criancinhas já estão no poder.
Se fosse só isso estaria bom, mas é pior. O outro e-mail que recebi tem o título: música do Gabriel o Pensador censurada. A letra da música, também apresentada em power point com fotos de petistas e do congresso, fala dos desmandos dos senadores e dos políticos em geral. A letra é péssima e na hora conclui: Gabriel não escreveu isso nem a pau.
Fui procurar na internet sobre a música e a censura, não encontrei nada. Censura eficiente, heim? Não existe um blog, um jornal independente e nem no site do cantor uma linha se quer sobre a censura. Ninguém, além do cara que escreveu o power point, sabe da letra e da censura desta música.
Sobre o Decálogo de Lênin fiz uma busca rápida e encontrei-o repetido em vários sites ligados aos integralistas. Para quem não sabe, estes sujeitos, também conhecidos como camisas verdes, são discípulos de Plínio salgado, ultra-direitistas, para ser mais claro, são fascistas.
Escrevi este post para registrar a minha indignação. A internet é um meio de comunicação novo, aberto e de fácil manipulação. Pessoas mal intencionadas e de caráter fraco utilizam o meio para expor seus recalques. Eles precisam aprender que democracia se constrói com honestidade, com idéias claras e coerência. Tentar manipular idéias, fatos e pessoas é coisa do passado. Lembrem-se: Hitler, ídolo deles, tentou contar uma grande mentira e deu no que deu.
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