Acredito no estado eterno de mudanças.

Gosto de ver as mudanças da vida. Ontem criança, hoje adulto, amanhã idoso. Este espaço é para provocar diálogos que possam ajudar a mudar o meu jeito de olhar. E quem sabe você também entra nessa? Seja bem vindo, comente, critique, o anonimato aqui é bem vindo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Quanto vale o seu trabalho?

Esta pergunta tem resposta simples para a maioria das pessoas. Basta pegar o valor que recebe no final do mês, dividir pelas horas trabalhadas e terão a resposta. Para alguns profissionais a resposta já está na ponta da língua e são contratados por horas, ou por consultas, com valores definidos e claros.

Um grupo de profissionais sofre com esta pergunta. Sem sindicato forte, sem representatividade ou histórico de mobilização, algumas classes são reféns destes valores. Aliado a estas questões está à subjetividade de alguns trabalhos, que podem demorar horas ou minutos para serem feitos. Os profissionais que trabalham com fotografia, tratamento de imagem, edição, criação de textos, produção de moda, maquiagem e várias outras atividades, sofrem com esta pergunta: quanto vale o seu trabalho?

Sem um sindicato, sem uma união entre os profissionais e sem uma tabela de custos, os preços variam ao léu e muitas vezes de acordo com o relacionamento entre contratante e contratado. Sem regras e sem medidas certas os dois lados ficam sem ter como avaliar o custo. E ai a coisa começa a ficar perversa. O contratante tem argumentos fortes para diminuir o valor do trabalho alheio: outro pode fazer por menos, o mercado está apertado, faz um desconto hoje e amanhã te contrato de novo, somos amigos, se me fizer um preço camarada te indico para outros serviços. A enxurrada de argumentos para justificar um preço baixo daria para encher uma página.

Os profissionais se vêm em um beco sem saída: ou fazem um trabalho pelo custo menor e esperam outros resultados, ou ficam sem trabalhar. Ficar sem trabalhar é muito complicado e a maioria acaba aceitando qualquer valor. Ou até valor algum. Quando o contratante é uma grande empresa ou um profissional já reconhecido, ele tem um argumento mais forte ainda: olha, seu nome vai aparecer junto ao nosso – do sujeito ou da empresa – isso vai lhe abrir muitas portas e lhe render muitos trabalhos. Com este argumento o contratante pede o trabalho de graça. Às vezes nem é para o sujeito, mas para a empresa que ele trabalha. Assim, temos em BH revistas, jornais, agências de publicidade, entre outros, que não remuneram alguns profissionais que contratam temporariamente. E o pior, gente que trabalha de graça e acha que está no lucro.

A questão é tão ampla que abrange pessoalidades, às vezes questões de auto-estima. Preciso mostrar o meu trabalho! Preciso ser visto! Preciso ser reconhecido! E assim, no desespero ou na falta de outra saída, o sujeito trabalha de graça. E aquele trabalho que viria depois que o nome dele aparecesse junto com o grande nome ou a grande empresa, nunca acontece. Ou pior, nem o nome dele aparece, esqueceram.

Neste ponto acho que muitos já se reconheceram, já lembraram de algumas vezes que trabalharam por pouco, ou por um pagamento imaginário que nunca ocorreu. Então, meu amigo, é hora de acordar. Vamos fazer um acordo de ética e dignidade com nós mesmos, com a nossa profissão e com o mercado que fazemos parte! Da próxima vez que aquela revista ou aquela agência de publicidade lhe pedir uma foto, um texto, ou uma maquiagem de graça, seja gentil e explique: olha, de graça não posso. É contra a minha dignidade e desrespeita a profissão que abracei com carinho.

Vamos trocar mais idéias sobre o assunto? Repasse este texto, comente com os amigos e use os comentários aqui – pode ser anônimo – acredito que abrir esta discussão é saudável para todos nós, profissionais autônomos, não sindicalizados e que atendemos as demandas de comunicação e imagem de grande parte da sociedade. O processo é lento, mas é durante que as coisas se descobrem.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O quarto poder em crise, ou “é nois na rede”.

Lembro das aulas de história quando o professor explicou o surgimento do quarto poder. Durante a Revolução Francesa os burgueses precisavam levar suas idéias até o proletariado e mobilizar o povo para enfrentar a aristocracia. Assim surgiram os primeiros jornais com notícias, convocações para manifestações, entendimentos políticos e denúncias contra a Família Real.

A Bastilha caiu e depois de 1789 a democracia ganhou mais um poder, a mídia. Que cresceu muito mais que qualquer outro poder e virou mass média. Mas será que assim como o Executivo, Legislativo e Judiciário, este poder tem obrigações e regras a cumprir? Acredito que não, pois os manuais mostram que estes devem ser livres e independentes. Mas como um poder pode ser independente dos outros, se estão intimamente ligados em diversas questões? Como pode haver uma rede de televisão independente, se o sujeito precisa ganhar uma concessão pública para ter o canal? E serão os proprietários dessas mídias seres ilibados e impolutos que apresentam apenas os fatos? Sei não...

Os mais apressados podem dizer: é dever dos meios de comunicação levar informações confiáveis aos cidadãos sobre os acontecimentos em sua cidade, estado, pais e no mundo. E podem completar os neoliberais: a própria sociedade regula o que quer e o que não quer, basta mudar de canal.

Ninguém fala que as regras são frouxas, que a fiscalização é falha e que a auto regulamentação do CONAR para a publicidade é uma vergonha nacional. Aqui se faz propaganda para criança, até de produtos para adulto. Nunca vi ninguém reclamando daquela propaganda linda da Vivo, ensinando duas crianças a paquerar por msn. Parece normal. Ainda há propaganda para menores de 6 anos e blocos comerciais entre os programas infantis. Criança não distingue o que é propaganda e o que é a programação. Mas deixa isso pra lá, é só desligar a televisão.

Abrimos os jornais e nos deparamos com matérias dúbias ou claramente manipuladas. Recentemente em entrevista aos “blogueiros progressistas”, Lula lembrou dois fatos. O alarde midiático em 2008 sobre uma epidemia de malária. E logo em seguida uma denuncia de gripe aviária no Brasil. Jornais, revistas, televisões e rádios noticiaram os dois fatos por vários dias. Mesmo com o Ministério da Saúde mostrando que a malária estava dentro da média e do ciclo do mosquito que é de cinco anos, quando tem um aumento dos casos, os meios de comunicação insistiam no alarme. Resultado, morrem mais pessoas por reação a vacina, ou super dose, do que de malária. Como a sociedade vai confiar num governo que a mídia vive colocando em xeque, sem ter provas. Apenas com alarmes! Como vamos punir estas mídias pelos alarmes falsos?

No caso da gripe aviária além do terror interno, as vendas de frango para o exterior caíram drasticamente. Empresários começaram a pressionar o governo, que precisou correr até o interior de Santa Catarina, descobrir o dono dos frangos mortos e a causa morte dos mesmos. Enquanto isso a mídia procurava mais frangos com gripe... até o governo afirmar categoricamente que era uma mentira. Mesmo desmentido, fica a dúvida. E governos internacionais preocupados com as importações de carne do Brasil.

O que percebo agora é a decadência dos meios de comunicação da burguesia com a tomada do poder pelos plebeus na rede de computadores. Agora, os donos do poder midiático serão questionados igualmente aos políticos do executivo, do legislativo e do judiciário – juízes, promotores e desembargadores também são políticos, em outra esfera, mas são. O povo não é bobo, abaixo a rede globo, saiu das ruas e caiu na net... pronto, vai virar viral e nem os Marinho estão impunes.

Fico feliz ao ver uma grande onda de internautas discutindo e colocando em xeque o poder da mídia. Fico impressionado com a velocidade, hoje quase metade da população Brasileira já tem acesso a internet. Aos poucos vão diminuindo os inocentes que acreditam em um veículo, ou num articulista de plantão. Até mesmo os especialistas do JN estão em descrédito, e o Molina foi ridicularizado por um menino que editou o vídeo quadro a quadro mostrando que nada atingiu a careca do Serra além de uma bola de papel. O cidadão plugado na rede aos poucos vai desenvolvendo o senso crítico. Pode ser num scrap de Orkut, num comentário no Face Book, na troca de emails ou numa twitada, logo tem alguém duvidando, discordando, repetindo ou criando novos entendimentos. O processo é lento, mas está em andamento.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O lanche dos Vereadores de BH

Ontem saiu uma matéria sobre a licitação para oferecer lanche para a Câmara dos vereadores. Segundo consta o lanche é para ser servido no intervalo das sessões.
Seria normal, se os vereadores não tivessem um auxilio alimentação de R$15.000,00.
Enquanto isso falta verba para a merenda escolar, que é basicamente: mingau de fubá,macarrão e pão com manteiga.

Vamos mostrar que estamos atentos!?

Passou 1:
Copie o email de todos os vereadores de BH:

adrianoventura@cmbh.mg.gov.br" ,
"alexandregomes@cmbh.mg.gov.br" ,
anselmojosedomingos@cmbh.mg.gov.br,
"arnaldogodoy@cmbh.mg.gov.br" ,
"autairgomes@cmbh.mg.gov.br" ,
"brunomiranda@cmbh.mg.gov.br" ,
"cabojulio@cmbh.mg.gov.br" ,
"pastorcarlos@cmbh.mg.gov.br" ,
"chambarelle@cmbh.mg.gov.br" ,
"ver.danielnepomuceno@cmbh.mg.gov.br" ,
"divinopereira@cmbh.mg.gov.br" ,
"edinhodoacougue@cmbh.mg.gov.br" ,
"elainematozinhos@cmbh.mg.gov.br" ,
"fredcosta@cmbh.mg.gov.br" ,
"geraornelas@cmbh.mg.gov.br" ,
"geraldofelix@cmbh.mg.gov.br" ,
"gunda@cmbh.mg.gov.br" ,
"henriquebraga@cmbh.mg.gov.br" ,
"hugothome@cmbh.mg.gov.br" ,
"iranbarbosa@cmbh.mg.gov.br" ,
"joaolocadora@cmbh.mg.gov.br" ,
"joaooscar@cmbh.mg.gov.br" ,
"joaovitorxavier@cmbh.mg.gov.br" ,
"leoburguesdecastro@cmbh.mg.gov.br" ,
"leonardomattos@cmbh.mg.gov.br" ,
"luistibe@cmbh.mg.gov.br" ,
"luziaferreira@cmbh.mg.gov.br" ,
"marialscarpelli@cmbh.mg.gov.br" ,
"moamedrachid@cmbh.mg.gov.br" ,
"neusinhasantos@cmbh.mg.gov.br" ,
"pablito@cmbh.mg.gov.br" ,
"paulinhomotorista@cmbh.mg.gov.br" ,
"paulolamac@cmbh.mg.gov.br" ,
"preto@cmbh.mg.gov.br" ,
"pricilateixeira@cmbh.mg.gov.br" ,
"eliasmurad@cmbh.mg.gov.br" ,
"pretosacolao@cmbh.mg.gov.br" ,
"reinaldolima@cmbh.mg.gov.br" ,
"ronaldogontijo@uai.com.br" ,
"sergiofernando@cmbh.mg.gov.br" ,
"silvinhorezende@cmbh.mg.gov.br"

Passo 2:
Escreva um texto mostrando a sua indignação! Para facilitar segue um exemplo, se quiser pode copiar o mesmo:

Boa tarde Senhoras e Senhores!

Fique impressionado com a matéria que acabo de ler:

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2010/11/29/interna_politica,195183/veja-o-que-o-vencedor-da-concorrencia-tera-de-fornecer-aos-vereadores-de-bh.shtml

O que me impressiona não é a quantidade e os valores. Pelo contrário, acredito que as Senhoras e os Senhores devem se alimentar bem para terem disposição para defender os interesses dos cidadãos.
O que me impressionou muito foi saber que as Senhoras e os Senhores já recebem o valor de R$ 15.000,00 para alimentação, basta que seja comprovado por nota fiscal.
É entristecedor ver que a Casa que deveria defender os interesses do povo de Belo Horizonte, faz mais por seus membros do que pelo cidadão. A diferença entre a merenda escolar e a merenda parlamentar é chocante!
Espero do fundo do meu coração que as Senhoras e os Senhores possam cancelar esta licitação para que a Casa continue a ter alguma decência e respeito.
Cordialmente,

Passo 3:
Replique esta idéia no seu Face, Orkut, Twitter, Blog e qualquer outro meio de comunicação. Comente no buteco, na esquina, no salão, chame seus amigos, demonstre indignação. Agora ficou muito mais fácil agir, não vamos ficar parados enquanto nos roubam!!

O lanche dos Vereadores de BH

Ontem saiu uma matéria sobre a licitação para oferecer lanche para a Câmara dos vereadores. Segundo consta o lanche é para ser servido no intervalo das sessões.
Seria normal, se os vereadores não tivessem um auxilio alimentação de R$15.000,00.
Enquanto isso falta verba para a merenda escolar, que é basicamente: mingau de fubá,macarrão e pão com manteiga.

Vamos mostrar que estamos atentos!?

Passou 1:
Copie o email de todos os vereadores de BH:

adrianoventura@cmbh.mg.gov.br" ,
"alexandregomes@cmbh.mg.gov.br" ,
anselmojosedomingos@cmbh.mg.gov.br,
"arnaldogodoy@cmbh.mg.gov.br" ,
"autairgomes@cmbh.mg.gov.br" ,
"brunomiranda@cmbh.mg.gov.br" ,
"cabojulio@cmbh.mg.gov.br" ,
"pastorcarlos@cmbh.mg.gov.br" ,
"chambarelle@cmbh.mg.gov.br" ,
"ver.danielnepomuceno@cmbh.mg.gov.br" ,
"divinopereira@cmbh.mg.gov.br" ,
"edinhodoacougue@cmbh.mg.gov.br" ,
"elainematozinhos@cmbh.mg.gov.br" ,
"fredcosta@cmbh.mg.gov.br" ,
"geraornelas@cmbh.mg.gov.br" ,
"geraldofelix@cmbh.mg.gov.br" ,
"gunda@cmbh.mg.gov.br" ,
"henriquebraga@cmbh.mg.gov.br" ,
"hugothome@cmbh.mg.gov.br" ,
"iranbarbosa@cmbh.mg.gov.br" ,
"joaolocadora@cmbh.mg.gov.br" ,
"joaooscar@cmbh.mg.gov.br" ,
"joaovitorxavier@cmbh.mg.gov.br" ,
"leoburguesdecastro@cmbh.mg.gov.br" ,
"leonardomattos@cmbh.mg.gov.br" ,
"luistibe@cmbh.mg.gov.br" ,
"luziaferreira@cmbh.mg.gov.br" ,
"marialscarpelli@cmbh.mg.gov.br" ,
"moamedrachid@cmbh.mg.gov.br" ,
"neusinhasantos@cmbh.mg.gov.br" ,
"pablito@cmbh.mg.gov.br" ,
"paulinhomotorista@cmbh.mg.gov.br" ,
"paulolamac@cmbh.mg.gov.br" ,
"preto@cmbh.mg.gov.br" ,
"pricilateixeira@cmbh.mg.gov.br" ,
"eliasmurad@cmbh.mg.gov.br" ,
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"reinaldolima@cmbh.mg.gov.br" ,
"ronaldogontijo@uai.com.br" ,
"sergiofernando@cmbh.mg.gov.br" ,
"silvinhorezende@cmbh.mg.gov.br"

Passo 2:
Escreva um texto mostrando a sua indignação! Para facilitar segue um exemplo, se quiser pode copiar o mesmo:

Boa tarde Senhoras e Senhores!

Fique impressionado com a matéria que acabo de ler:

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2010/11/29/interna_politica,195183/veja-o-que-o-vencedor-da-concorrencia-tera-de-fornecer-aos-vereadores-de-bh.shtml

O que me impressiona não é a quantidade e os valores. Pelo contrário, acredito que as Senhoras e os Senhores devem se alimentar bem para terem disposição para defender os interesses dos cidadãos.
O que me impressionou muito foi saber que as Senhoras e os Senhores já recebem o valor de R$ 15.000,00 para alimentação, basta que seja comprovado por nota fiscal.
É entristecedor ver que a Casa que deveria defender os interesses do povo de Belo Horizonte, faz mais por seus membros do que pelo cidadão. A diferença entre a merenda escolar e a merenda parlamentar é chocante!
Espero do fundo do meu coração que as Senhoras e os Senhores possam cancelar esta licitação para que a Casa continue a ter alguma decência e respeito.
Cordialmente,

Passo 3:
Replique esta idéia no seu Face, Orkut, Twitter, Blog e qualquer outro meio de comunicação. Comente no buteco, na esquina, no salão, chame seus amigos, demonstre indignação. Agora ficou muito mais fácil agir, não vamos ficar parados enquanto nos roubam!!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Porque voto em Dilma!

O segundo turno das eleições presidenciais vem ai.
Na mídia assistimos denúncias, calúnias e manipulação de fatos. Propostas e posturas são raras. No entanto há muito mais a ser pensado sobre este processo e seus significados. Postarei aqui alguns textos que recebo por email para quem quiser pensar sobre o assunto.

Marina,... você se pintou?


Maurício Abdalla*


“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo Boff.

Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.

Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.

“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.

*Maurício Abdalla, professor de filosofia da UFES, assessor do Movimento Fé e Política, de Comunidades Eclesiais de Base, um intelectural orgânico, que luta por justiça social e pela construção de uma sociedade sustentável.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

MestreSEO 3 em 1: Curso de SEO, redatores amadores e dinheiro fácil.

Resolvi pesquisar um pouco mais sobre a MestreSeo, que paga R$ 6,00 por texto com 300 palavras. Coloquei no google as palavras, mestreseo e dinheiro fácil, e acabei encontrando algo que não tem nada a ver com SEO. Muito menos é atitude de mestre.

As correntes que prometem dinheiro fácil são antigas, antes de existir a internet já existiam as correntes de cartas com dinheiro, que continuam existindo, e agora aproveitando a web. Não farei nenhum juízo de valor, cada um ganha dinheiro como bem deseja. Mas deixo os links para que vocês entendam a seriedade da coisa.

Como funciona a corrente de dinheiro, clik aqui.

Relatos sobre os golpes das correntes, clik aqui e aqui:

A MestreSEO vende cursos de aperfeiçoamento profissional, contrata profissionais amadores para fazer seus textos e para completar a renda promove correntes de cartas.

Nem o Dick Vigarista pensaria em tamanha artimanha.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O que importa é a grana, a qualidade é detalhe.

Resolvi comentar alguns comentários que recebi. Eles revelam várias percepções falhas de nosso empresariado. Mostram que a sanha por grana atropela tudo e que responsabilidade com o trabalho é mero detalhe.

“Fábio Ricotta disse...
Não estou aqui para criar polêmica mas tenho que posicionar você quanto à nossa visão.

O ponto que eu acho que você não entendeu é o tipo de trabalho exigido. Existem profissionais de alto gabarito que pagamos R$100, R$200 ou mais por um artigo desde que a intenção seja aumentar a qualidade do mesmo. Não é o valor em si que você deve focar mas sim qual o tipo de assunto, como o texto será discorrido e ainda como serão as instruções que você receberá.

Acho que isso foi falho na sua percepção e expor a nossa profissional e a nossa empresa com este tipo de sensacionalismo diminui a sua credibilidade como jornalista/escritor/profissional.”


Caso fosse verdade esta afirmação de que pagam mais por textos melhores, deveriam ter me informado no primeiro e-mail que lhes mandei. Nele relato que tenho 11 anos de experiência e isso foi exatamente para que vocês soubessem com quem estavam tratando.

Qualquer texto escrito por R$ 6,00 tem autor pouco qualificado e qualidade duvidosa.
É muita falta de respeito com todos, não é não!? Me acusar de expor uma profissional, onde o que apresento é a picaretagem de uma empresa. Hora meu amigo, se sua funcionária falha, a culpa não é dela, ela cumpre ordens, a responsabilidade é de quem a contratou e a instruiu para realizar a tarefa, ou seja, da empresa.
Se sensacionalismo diminuísse credibilidade o Jornal Nacional já teria saído do ar. Procure outro argumento para me acusar, aliás, seria mais nobre admitir o erro do que insistir em um confronto de opiniões, quando você já começou errado.

“Duarte disse...
Olá, eu sou a pessoa em questão =D
Primeiramente eu gostaria de dizer que realmente lhe desejei boa sorte em sua carreira profissional. Nenhum momento pretendi ser irônica com você.
Gostaria de pedir desculpas pelos erros gramaticais cometidos (que foram imperdoáveis) ao tentar explicar para você como funcionaria o trabalho. Sendo assim, eu acredito que seu futuro artigo apontando meus erros semânticos será, para mim, de grande ajuda.
“Herrar é umano!” não é mesmo? Que, aliás, você também cometeu em um dos seus e-mails ao chamar a empresa de Master SEO.
Bom, não estou aqui para lhe ofender, assim como você fez, pois acho que a primeira virtude de um bom profissional é a ética. Lamento por você não ter dito a capacidade de entender que tipo de textos seria feito, e lamento profundamente a forma como você lidou com isso.
Mas afinal, como bom profissional que você é certamente deve conhecer tudo sobre SEO e o sensacionalismo então? Deve passa bem longe de você.
Ofender, acusar por um site demonstra tanta coragem, não? Meus parabéns.
”

Aqui fiquei na dúvida se é ou não a Suelen, já que assinou com outro nome. Suelen, errar é humano, os textos que prometi criticar não devem ser seus, estão nas páginas da MestreSEO. Não lamente por mim, pode parecer mais ironia, e já vi que você não sabe usar este recurso, é contradição demais para uma pessoa só.
O mais interessante no seu texto é que revela além de destempero, total falta de lógica na organização das idéias. Acho que você não sabe o que é ética.
Não acusei ninguém, apenas expus uma série de e-mails que troquei na manhã de ontem com uma empresa e estes revelam seu modo de operar. Achei o modelo de funcionamento lesivo ao cliente e ao prestador de serviço. Sou livre para me manifestar ou não?

“Renato Silveira disse...
Caros,

Sou formado em publicidade há 5 anos, me espantei com o caso citado acima. Não sei o que é SEO, não conheço a tal empresa citada.Porque o espanto? Simplesmente pelo modo como as coisas estão sendo tratadas por um profissional da minha área.

- Primeiramente, R$6,00 não é um preço muito alto. Mais também não é algo que mereça tantas críticas.

- O caso é muito simples, você não tem obrigação de aceitar um trabalho que julga não ser remunerado suficiente, simplesmente não o aceita e segue em frente procurando aquilo que denomina ser compatível com a sua "grandeza profissional".

- Esse post está demosntrando apenas uma forma de se auto promover em cima de uma empresa, que indiferente da atitude tomada, está apenas fazendo o seu trabalho.E se esse trabalho não estiver correto, são eles mesmos que sofrerão as consequências, sendo que você não fará diferença alguma nisso.

Ou seja por mais que seja válida a idéia de defender a nossa classe, você só está querendo aparecer, e nós profissionais não precisamos disso.

Como você mesmo disse:
"Sou publicitário formado há 10 anos e com mais de 11 anos de experiência em redação."

Me espanta um profissional tão experiente ter uma atitude tão novata.”


Renato, para você entender o que é SEO, leia aqui.

Para ver como funciona.

Nas páginas do google você encontra um curso completo e gratuito sobre o assunto.
Outra coisa meu colega, você conhece liberdade de expressão? Você entende que uma pessoa pode mostrar o que ela não concorda em uma sociedade?
Não estou lutando por classe nenhuma, muito menos por uma classe que não sabe o que é CLT. A minha indignação é ver repetidas vezes práticas exclusas e nefastas de se ganhar dinheiro e trabalhar.
Um dia você vai perceber que a minha atitude de novato está lhe ensinando além de SEO, um pouco de cidadania, mas ai seria demais para te explicar aqui.
É para você entender como Brasileiro aceita de cabeça baixa os engodos do próximo. Denunciar é coisa de quem quer aparecer, não é? Devemos aceitar calados, ou procurar outro trabalho! Eles sofrerão as conseqüências no futuro! Deus vai colocá-los no inferno? O futuro é agora, acorde e tire a venda dos olhos.

“rodrigo disse...
Meu Deus, que cara bravo e revoltado.
Meu querido, mude pra algum outro planeta que não tenha adotado o capitalismo.
Trabalho com escritores para web também. R$6,00 é preço mesmo. Se você entender a situação, vai ver que cada texto leva meia hora pra ser escrito tranquilamente.
Pra você achar um estágio que pague R$12,00/hora onde você pode trabalhar em casa ou algo do tipo é bem complicado.

Só achei que pela experiência que você tem e tudo mais, esse emprego não é pra você. Não precisa de aparecer desse jeito.

E expor os caras assim pegou mal demais. Pô, chamar de picaretagem é demais né. Não te aplicaram golpe nenhum, aliás, você que foi procurar eles.

Menos vai, menos.
Ah, e não conheço e nem tenho negócios com a Mestre SEO.”
Abs.

Poxa Rodrigo, você conhece liberdade de expressão?
Você trabalha só por dinheiro, ou já pensou em melhorar as relações capitalistas?
Você acha justo entregar um texto sobre um produto ou serviço a um estagiário? Aliás, nem estagiário, qualquer pessoa que saiba escrever?
É assim que trata suas relações profissionais?
Melhor conhecer a MestreSeo e depois vir aqui conversar comigo. Evite dar mancadas!
Mais, meu amigo, bem mais, pense maior!