Frito melões, abacaxis, pepinos e salgadinhos em geral. Chapa quente, caldeirão fervendo e pratos finos sobre a mesa.
Acredito no estado eterno de mudanças.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Tempos de lei seca.
Não possuo automóvel, minha habilitação serve para pouca coisa, uma delas é substituir a carteira de identidade. Segundo um policial que me abordou outro dia, a foto da minha carteira não retrata a minha pessoa.
_Uai, mas claro, ai eu tinha 10 anos! Lógico que sou outra pessoa.
_Não pode.
_Não pode o quê Senhor Guarda, ser outra pessoa?
_Não. Não pode carteira de identidade com foto antiga.
_Uai, mas vocês não conferem o número e coisa e tal?
_É mas a Lei exige. Pode ser que alguém faça de má fé.
_Ainda bem que eu tenho a carteira de motorista.
_E este papelzinho quadrado ai dentro do plástico da habilitação?
_Ah, é que tô guardando para quando precisar dirigir e não puder beber.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Ninguém é perfeito, muito menos aos pares.
_Em lugar nenhum eu pensei quando estava preenchendo o perfil no orkut e vi lá: par perfeito.
_Ah, qual é!? Você já havia lido antes em algum lugar.
_Nunca. Tenho certeza.
_Então prova.
_Uai, vai lá no meu perfil do orkut e vê, tem uns dias que postei lá.
_Ah tá, e orkut é prova de alguma coisa!?
_Não posso fazer nada, ou você acredita ou não.
Foi este o diálogo semana passada quando encontrei um conhecido dos tempos de faculdade e ele me contava que havia terminado o namoro de 7 anos. Ontem, como combinamos, encontramos com a turma toda. Cheguei quando todos já conversavam animadamente. Sentei ao lado deste sujeito e ele em determinado momento contou para uma amiga em comum, que havia terminado o namoro e ela:
_Ah que chato, achava a Lu tão legal!
_É são coisas da vida.
_Mas o que aconteceu pra vocês terminarem assim, do nada?
_Não sei bem, não entendi onde falhei.
_Ah, não se culpe, você não é perfeito.
_É, ninguém é perfeito, muito menos aos pares.
_Nossa, que verdade, onde você leu esta frase?
_Ah, foi a conclusão que eu cheguei depois desta!
_Nossa, adorei!
Pedi uma pinga. Pode um negócio desse!?
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Sou louco!
Nunca fui certo. Acho que aquele papo de que Deus escreve certo por linhas tortas, me cabe muito bem. É por estas linhas que sempre andei. Hoje com mais segurança, transformei o cambalear em ginga de malandro. E as voltas da roda da vida me divertem com seus extremos.
Uma coisa que me veio outro dia, assim do nada, hoje me parece uma certeza.
Qualquer coisa que pareça muito certa, ou está de longe ou ainda não enxergamos direito.
De certo a vida não tem nada, só ilusão de ótica e viagem de ácido.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Pela Serra
Este blog vai mudar radicalmente. Os contos e crônicas, serão trocados por artigos.
De hoje em diante me dedico a defender a minha, a sua, a nossa terra.
Pode parecer antigo, bobo e até inocente, mas chega de levarem a nossa terra a troco de banana. Vou começar gritando, daqui apouco, estou me acorrentando a serra, igual ativista do Greewpeace.
Nos últimos trezentos anos, Minas Gerais foi provedora dos minerais que mudaram e estão mudando o mundo. Foram mais de mil toneladas de ouro no século XVIII, deu para a Inglaterra bancar a guerra contra Napoleão e ainda fazer a Revolução Industrial. No século XIX foi tanto diamante que o comércio desta pedra mudou em todo o mundo. A partir do século XX nos tornamos um dos maiores fornecedores de minério de ferro no mundo. Sem contar outros minerais menos conhecidos e muito explorados por aqui, como o ferro nióbio, que produzimos 75% da produção mundial. Aliás, vou pesquisar sobre a importância deste para fazer um outro post.
O que motivou esta mudança, não foi a indignação de Drummond com as serras de Itabira que foram embora. Muito menos a revolta com a MBR que quer levar a Serra do Curral, cartão postal da cidade, para o outro lado do mundo. O que me deixou chocado foi a possibilidade de outro cartão postal desaparecer. A Serra da Moeda, pode virar um plano, sem nascentes, sem vegetação, sem nada. Uma mineradora já está fazendo as sondagens e pretende, a partir de 2009, começar os trabalhos.
Derrotistas, acomodados e pessimistas, vão zombar desta luta, vão apontá-la como em vão. Apontarão como ridículo um bando de gente se juntar para enfrentar um poder mundial. E mais, nos acusarão de ultrapassados, de querer barrar a evolução do mundo.
Argumentos não lhes faltarão, no entanto, me sinto adolescente, pronto para mudar o mundo e disposto a encarar qualquer parada. É esta vibração que garante o sucesso de qualquer empreitada, comecemos acreditando que é possível o novo, o diferente, para fazê-lo acontecer.
é ferro no sangue
ferro no chão e na alma
imã que me atrai
terça-feira, 18 de março de 2008
A felicidade não tem misencene.
No sábado passado, eu conversava com um amigo, o Helder Quiroga, e chegamos a esta conclusão. A felicidade não tem misencene, não tem glamour, não desperta sentimentos extremados. A felicidade é tão simples e boba que nem merece uma cena. Passa nas sutilezas e muitas vezes a gente nem vê. Já disse a ela da necessidade de ser mais atuante e ela me disse que não quer, está disposta só a simplicidade e aos simples de coração. Baranga!
Já a tristeza, tem todo um espetáculo para ser produzido, é o drama, a dor, o peso, a câmera balançando, balas no ar, carros acelerando, e chute no estômago, falou o Michel Montandon, quando conversamos sobre isso no domingo.
Este papo tem sido recorrente em vários momentos e é motivado pelos males do mundo. Angustia, depressão, medo e stress são os sentimentos mais em alta no mercado. Ninguém tem tempo pra nada, tudo muito corrido. Fazer, ficar pronto e terminar são palavras de ordem e a Angustia uma acompanhante de primeira classe. Ela é uma jovem delicada e gostosa, que faz a gente correr, superar prazos, vencer metas e deixar nosso Pai-trão feliz. Ela massageia o nosso ego com idéias do tipo: você se supera sempre. Você consegue vencer esta loucura do dia-a-dia. Vai campeão, estou com você!
A Depressão é uma senhora mais glamourosa e fina. Veio da Europa, juntamente com a gripe, a cólera, a carie e as doenças venéreas. Tem aquela cara de falta de paciência, um olhar blasê super charmoso, várias jóias e muitos bens. Ela quer a atenção de todos, precisa ser paparicada e nas altas rodas ela é o máximo. Inclusive dizem que no jet set ela organiza grandes orgias com drogas lícitas e muito finas.
O Medo é um jovem fanfarrão que escreve nos jornais e revistas para mostrar toda a sua força para o resto da sociedade. É este belo mancebo que faz a gente andar com os vidros fechados, tremer as pernas quando precisamos encarar uma rodovia com possantes caminhões, não andar a pé pelo centro, esperar a qualquer hora uma crise econômica e claro, que o Lula te roube. Ele é completamente irresponsável e não pensa no outro, seu único pensamento é alimentar as páginas com notícias que vendem. E vendem mais que o jornal, vendem câmeras de segurança, carros mais possantes, casas mais seguras, escolas com grades, roupas elegantes, carro blindado, etc.
A Stress concorre em glamour e fama com a Depressão, são quase Mãe e Filha. Mas a Stress é mais jovem e bonita, namora com o Medo e está em todas as páginas de jornais. O que ela adora mesmo é participar de livros de auto-ajuda. O Antônio Roberto e você, é o seu melhor amigo. Mesmo que a capa do livro tenha sido: É possível ser feliz? Quem ocupa a maioria das páginas, é ela, a Stress e não com uma interrogação, uma muleta de acompanhante, mas com uma bela exclamação, uma varinha de condão.
Agora vem a revelação que eu li no copo de Brahma, que é Divindade Indu e não cerveja. O Medo, que namora a Stress, estava tendo um caso com a Angustia, dizem que já rolava há alguns anos. Quando a Stress descobriu foi um barraco: arrancou os cabelos, gritou, deu chilique, sapateou com o seu prada no capô da ferrari do Medo, foi um escândalo que vendeu mais revista que a Luciana Vedramini pelada. A Angustia, muito fina, procurou a Stress e conversaram muito. Foram mais de quatro horas sentadas no café com letras e três garrafas de Veuve Clicquot depois já estavam as gargalhadas. Chegaram a conclusão que o Medo é mesmo um putão e que eles vão ter um relacionamento a três. Uma coisa bem moderna com um quê de Jorge Amado as avezas: Sr. Medo e suas duas esposas.
Quem não gostou nada dessa história e de todo o bafafá que gerou, ocupando dias e mais dias na mídia, foi a Depressão. Para superar ela organizou várias festas, um final de semana inteiro na Jô, outro NaSala com direito a cascata de Veuve Clicquot e vários comprimidos coloridos decorando o lugar, a próxima será uma rave em escarpas e com uma surpresa: chega esta semana a BH, vindo direto de NY , ninguém mais, ninguém menos que o magnata, Desespero. Rico e influente empresário do petróleo, ele caiu de amores pela Depressão no último reveilon que passaram no atol de biquíni. O que realmente está abalando Paris em chamas e NY em brasas é que eles vão se casar. Um casamento totalmente moderno, muito mais glamouroso que o relacionamento a três do Medo com a Angustia e a Stress. Inclusive já conseguiram com o tio Propina uma reserva na igreja de Lourdes e a recepção será com a inauguração do maior espaço para eventos da cidade. É meus amigos, a dupla De-De, promete ser um ataque mais eficiente do que Tostão e Dirceu Lopes e vão causar mais que a dupla Bin-Bush em época de balanço financeiro das petroleiras. Aja energia!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Pedradas
Ô maldita mulher que me faz perder noites de sono a procura do que eu sou.
Ô maldita mulher que me faz pensar em cada palavra que eu disse.
Ô maldita mulher que me faz pensar em todos os meu atos.
Ô maldita mulher que me deixa sozinho e sai com outro.
Ô maldita mulher que me ouve, mas finge que não.
Ô maldita mulher que a todos quer, menos eu.
Ô maldita mulher que eu sempre procuro.
O que foi que eu fiz para me repugnar tanto?
Será a minha feiúra? A falta de um corpo atlético? Ou serão minhas falas fora de hora?
Maldita, lhe digo que cansei, por isso de hoje em diante te chamo bendita.
Ô bendita mulher que faz minhas noites virarem dia a procura do que eu sou.
Ô bendita mulher que me faz pensar nem cada palavra que digo.
Ô bendita mulher que me faz pensar em todos os meus atos.
Ô bendita mulher que me deixa só e livre para viver.
Ô bendita mulher que escuta os meus devaneios.
Ô bendita mulher que se faz Geni no Zepellin.
Ô bendita mulher que sempre encontro.
Ô bendita mulher que não me quer.
Não te quero mais, te procuro apenas para deixar suas noites mais parecidas com as minhas. Para que a inquietude da alma lhe perturbe e lhe faça pensar em mim. Já quis o teu corpo, hoje enojo e penso em todos que já te possuíram.
Volto no tempo e me coloco no passado onde mulheres como você mereciam pedras. Lhe apedrejo com prazer. Só para depois, vendo você caída e sangrando, poder cuidar das suas feridas.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Eu não vou vacinar contra a febre amarela!
Agora é a minha vez de rir da cara deles e talvez da sua que se vacinou a toa e pior, colocou sua saúde em risco. Você que se vacinou, saiba: FOI MANIPULADO ESCROTAMENTE PELA MÍDIA QUE TENTA QUEIMAR O GOVERNO LULA. Para deixar de ser fantoche e sair repetindo tudo o que sai nos jornais leia os textos lincados. Ainda não sei postar link, então você terá o trabalho de copiar e colar o endereço no navegador.
http://tdvproducoes.com/ocomprimido/?p=12
Aqui um médico explica tim-por-tim como a febre amarela se comporta no Brasil. Leiam até o fim, vejam quantos morrem por ano com esta doença e como ela se mantém em algumas regiões do Pais.
http://www.viomundo.com.br/opiniao/alerta-amarelo-a-globo-nos-tempos-da-dengue-e-do-apagao-eletrico/
No site do Luiz Carlos Azenha ele desce a lenha e explica.
Um site que vale ser lido sempre e se você tiver um tempinho, leia esta matéria também:
http://www.viomundo.com.br/opiniao/cientista-brasileiro-autor-de-facanha-da-neurociencia-diz-que-parte-da-midia-brasileira-torce-contra/
Não tem nada a ver com febre amarela, é sobre imprensa, governo, ciência e informações escondidas.
Em tempo de eleição eu desconfio de tudo, até de mim mesmo. Caso tenham alguma comprovação contraria, me avisem.
Este blog nunca foi político, mas eu sou naturalmente um ser político, então a tendência da estação é esta.