Todo dia leio uma novidade sobre a crise no senado. Outro dia vi que o Sarney revogou todos os atos secretos e continuamos sem saber o que eram estes segredos.
Agora está todo mundo reclamando que o Lula chamou os senadores de pizzaiolos. Não farei a piadinha a la CQC: coitado dos pizzaiolos. Gostei da provocação do Lula, quero ver quem tem vergonha na cara e vai fazer alguma coisa. Por enquanto só discursos indignados. Até gostei da fala do Cristóvão Buarque, mas não passa de conversa fiada.
Concordei também com o apoio que o Lula prestou ao Sarney e por isso fui crucificado por meus amigos.
Queridos, vamos entender uma coisa, isso é política e a crise do senado nada mais é do que uma tentativa do PSDB de enfraquecer o PMDB para as próximas eleições. Com o PMDB fraco o PT fica mais fraco ainda e terá uma enorme dificuldade para eleger a Dilma. Aliás, acredito que ela seja um boi de piranha, candidato apresentado antes para ser apedrejado pela oposição e na convenção do partido acabarão escolhendo outro nome. Patrus já disse que não, dizem que tem pouco apelo nacional, mas não duvido de nada.
A crise do senado vai no máximo reduzir em 20% os gastos de nossos senadores e cairá no esquecimento. A família Sarney sofre golpes por outro motivo, as investigações da Polícia Federal que chegaram até eles.
Quem abriu concurso aumentando o quadro de agentes, equipou e pediu a abertura de várias investigações foi o Presidente Lula. Se procurarem as primeiras ações dele no primeiro mandato constatarão este reforço que a PF ganhou.
É graças a PF e não ao senado ou à câmara dos deputados que as coisas podem mudar e muitos serem indiciados e obrigados a devolverem alguma quantia. Presos não acredito, afinal são homens acima da lei e não foi o presidente quem disse isso, está na constituição com o nome de imunidade parlamentar.
Este texto longo e cheio de retalhos é para chegar a este ponto: não adianta fazerem manifestações na net. Não adianta convocar passeatas e registrar sua indignação. Vote melhor na próxima eleição.
Frito melões, abacaxis, pepinos e salgadinhos em geral. Chapa quente, caldeirão fervendo e pratos finos sobre a mesa.
Acredito no estado eterno de mudanças.
Gosto de ver as mudanças da vida. Ontem criança, hoje adulto, amanhã idoso. Este espaço é para provocar diálogos que possam ajudar a mudar o meu jeito de olhar. E quem sabe você também entra nessa? Seja bem vindo, comente, critique, o anonimato aqui é bem vindo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Crise no Senado!
Marcadores:
Crise,
Lula,
PF,
pizzaiolos,
Polícia Federal.,
Sarney,
senado,
senadores
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Diplomas são quadros nas paredes.
O aval de uma instituição não significa que o sujeito é apto a desenvolver uma profissão. Academia é a melhor distância entre elite e povo.
Você me pergunta: e os médicos? Se trataria com um médico sem diploma!?
Sim, fui nascido por um médico Colombiano com diploma de uma Universidade do Chile que montou uma clínica em Coluna no ano de 1973. Isso não é piada, é a realidade. Anos depois começaram a imaginar o que faria um médico Colombiano montar uma clínica no norte de Minas. Duas suspeitas: ou era fugitivo de algum crime ou um falsário.
A última vez que fui a um médico foi para fazer uma revisão geral do meu sangue. Com o resultado dos exames em mãos ele me ligou: não precisa voltar aqui, está tudo ótimo, mando os resultados para você pelo correio.
Antes dessa visita, havia ido ao médico para tratar uma dor de garganta, dez anos antes. Durante quatro anos tive inflamações nas faringes e a cada ano era receitado um antibiótico mais forte. O dia que troquei os antibióticos pelo própolis parei de adoecer.
O último medicamento alopático que ingeri foi um desses antibióticos em 1997.
Se cometer um crime posso me defender sem um advogado, a justiça me garante este direito.
Profissão democrática é a de publicitário, qualquer um pode ser, sem reserva de mercado, sem ilusões documentadas.
O mais grave acontece com os músicos e atores. Reféns de uma carteirinha que é vendida por instituições que não exigem um diploma, mas um comprovante de que o sujeito é artista. Uma grande sacanagem que o Mundo Livre S/A canta sassim:
Muito Obrigado
Mundo Livre S/A
Quem precisa de ordem pra moldar?
Quem precisa de ordem pra pintar?
Quem precisa de ordem pra esculpir?
Quem precisa de ordem pra narrar?
Quem precisa de ordem?
Agora uma fabulazinha
Me falaram sobre uma floresta distante
Onde uma história triste aconteceu
No tempo em que os pássaros falavam
Os urubus, bichos altivos, mas sem dotes para o canto
Resolveram, mesmo contra a natureza, que haviam de se tornar grandes cantores
Abriram escolas e importaram professores
Aprenderam dó ré mi fá sol lá si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si
Para escolher quais deles passariam a mandar nos demais
A partir daí, criaram concursos e inventaram títulos pomposos
Cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular
A fim de ser chamado por vossa excelência
Quem precisa de ordem?
Quem precisa de ordem pra escrever?
Quem precisa de ordem?
Quem precisa de ordem pra rimar?
Quem precisa de ordem?
Passaram-se décadas até que a patética harmonia dos urubus maestros
Foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas
Que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás
Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos e sabiás
Para um rigoroso inquérito
"Cada os documentos de seus concursos?" indagaram
E os pobres passarinhos se olharam assustados
Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar
Naturalmente cantavam
"Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem!"
Bradaram os urubus
E em uníssono expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos
Que ousavam cantar sem alvarás
Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás
Quem precisa de ordem pra dançar?
Quem precisa de ordem pra contar?
Quem precisa de ordem pra inventar?
Gonzagão, Moringueira
precisa o quê??
Dona Selma, Adoniran
precisa não!
Chico Science, Armstrong
precisa o quê??
Dona Ivone, Dorival
precisa não!
Você me pergunta: e os médicos? Se trataria com um médico sem diploma!?
Sim, fui nascido por um médico Colombiano com diploma de uma Universidade do Chile que montou uma clínica em Coluna no ano de 1973. Isso não é piada, é a realidade. Anos depois começaram a imaginar o que faria um médico Colombiano montar uma clínica no norte de Minas. Duas suspeitas: ou era fugitivo de algum crime ou um falsário.
A última vez que fui a um médico foi para fazer uma revisão geral do meu sangue. Com o resultado dos exames em mãos ele me ligou: não precisa voltar aqui, está tudo ótimo, mando os resultados para você pelo correio.
Antes dessa visita, havia ido ao médico para tratar uma dor de garganta, dez anos antes. Durante quatro anos tive inflamações nas faringes e a cada ano era receitado um antibiótico mais forte. O dia que troquei os antibióticos pelo própolis parei de adoecer.
O último medicamento alopático que ingeri foi um desses antibióticos em 1997.
Se cometer um crime posso me defender sem um advogado, a justiça me garante este direito.
Profissão democrática é a de publicitário, qualquer um pode ser, sem reserva de mercado, sem ilusões documentadas.
O mais grave acontece com os músicos e atores. Reféns de uma carteirinha que é vendida por instituições que não exigem um diploma, mas um comprovante de que o sujeito é artista. Uma grande sacanagem que o Mundo Livre S/A canta sassim:
Muito Obrigado
Mundo Livre S/A
Quem precisa de ordem pra moldar?
Quem precisa de ordem pra pintar?
Quem precisa de ordem pra esculpir?
Quem precisa de ordem pra narrar?
Quem precisa de ordem?
Agora uma fabulazinha
Me falaram sobre uma floresta distante
Onde uma história triste aconteceu
No tempo em que os pássaros falavam
Os urubus, bichos altivos, mas sem dotes para o canto
Resolveram, mesmo contra a natureza, que haviam de se tornar grandes cantores
Abriram escolas e importaram professores
Aprenderam dó ré mi fá sol lá si
Encomendaram diplomas e combinaram provas entre si
Para escolher quais deles passariam a mandar nos demais
A partir daí, criaram concursos e inventaram títulos pomposos
Cada urubuzinho aprendiz sonhava um dia se tornar um ilustre urubu titular
A fim de ser chamado por vossa excelência
Quem precisa de ordem?
Quem precisa de ordem pra escrever?
Quem precisa de ordem?
Quem precisa de ordem pra rimar?
Quem precisa de ordem?
Passaram-se décadas até que a patética harmonia dos urubus maestros
Foi abalada com a invasão da floresta por canários tagarelas
Que faziam coro com periquitos festivos e serenatas com sabiás
Os velhos urubus encrespados entortaram o bico e convocaram canários e periquitos e sabiás
Para um rigoroso inquérito
"Cada os documentos de seus concursos?" indagaram
E os pobres passarinhos se olharam assustados
Nunca haviam freqüentado escola de canto pois o canto nascera com eles
Seu canto era tão natural que nunca se preocuparam em provar que sabiam cantar
Naturalmente cantavam
"Não, não, não assim não pode, cantar sem os documentos devidos é um desrespeito a ordem!"
Bradaram os urubus
E em uníssono expulsaram da floresta os inofensivos passarinhos
Que ousavam cantar sem alvarás
Moral da história: em terra de urubus diplomados não se ouve os cantos dos sabiás
Quem precisa de ordem pra dançar?
Quem precisa de ordem pra contar?
Quem precisa de ordem pra inventar?
Gonzagão, Moringueira
precisa o quê??
Dona Selma, Adoniran
precisa não!
Chico Science, Armstrong
precisa o quê??
Dona Ivone, Dorival
precisa não!
Marcadores:
academia,
auto-didata,
Diploma,
jornalista,
Mundo Livre S/A,
Quem precisa de ordem?
terça-feira, 16 de junho de 2009
Gripe Suína
Até que enfim
a gripe chegou a mim
não contarei as autoridades para não virar estatística.
a gripe chegou a mim
não contarei as autoridades para não virar estatística.
Marcadores:
autoridades,
estatísticas,
gripe suina
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Novidades.
Este blog anda meio abandonado é que resolvi dividí-lo em partes de acordo com o assunto, afinal, isso aqui já estava pior do que zona de beira de rodovia.
Sendo assim separei as coisas.
As histórias que escrevo estão postadas aqui: http://acasoacontece.wordpress.com/
Notícias sobre política em BH: http://bhasclaras.wordpress.com/ Ainda está engatinhando, mas daqui a pouco pega.
Meu portifólio, faltam algumas peças, está aqui: http://fidelisa.wordpress.com/
Uma miscelânea de vídeos aqui: http://www.youtube.com/fidelisa
Junto com alguns amigos mantenho um blog de vídeos variados. http://171tv.wordpress.com/
Por enquanto é só isso, mas vem mais coisa por ai.
cabeça a milhão
bolso sem tostão
no caminho me alegro.
Sendo assim separei as coisas.
As histórias que escrevo estão postadas aqui: http://acasoacontece.wordpress.com/
Notícias sobre política em BH: http://bhasclaras.wordpress.com/ Ainda está engatinhando, mas daqui a pouco pega.
Meu portifólio, faltam algumas peças, está aqui: http://fidelisa.wordpress.com/
Uma miscelânea de vídeos aqui: http://www.youtube.com/fidelisa
Junto com alguns amigos mantenho um blog de vídeos variados. http://171tv.wordpress.com/
Por enquanto é só isso, mas vem mais coisa por ai.
cabeça a milhão
bolso sem tostão
no caminho me alegro.
Marcadores:
acasocaontece,
blogs,
fidelisa,
wordpress,
youtube
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Saramago
O texto do João Pereira Coutinho me fez parar de procurar qualquer coisa relacionada a gripe. Não quero mais saber dessa loucura chamada humanidade.
Não sabia que o Saramago tinha um blog e muito menos que ele também estava falando de gripe.
http://caderno.josesaramago.org/2009/04/29/gripe-suina/
Pra mim morreu o assunto.
Que venha a próxima epidemia que está na pauta.
Não sabia que o Saramago tinha um blog e muito menos que ele também estava falando de gripe.
http://caderno.josesaramago.org/2009/04/29/gripe-suina/
Pra mim morreu o assunto.
Que venha a próxima epidemia que está na pauta.
Marcadores:
blog,
gripe suina,
João Pereira Coutinho,
Saramago
Mais sobre a gripe:
Este texto é do João Pereira Coutinho e recebi de um amigo por email.
O triunfo dos porcos
Fantasiamos há muito tempo a nossa própria destruição coletiva; nossa
histeria é incurável
DESISTI DE fazer terapia no dia em que comecei a sentir-me culpado por não me sentir culpado. O analista esperava confissões pungentes sobre horrores vários e infantis. Nada tinha para lhe dizer. E essa ausência de esqueletos no armário começou a alimentar uma angústia sem nome. Eu era um caso dramático de ansiedade por falta de ansiedade.
Ainda sou. E assim se entende o meu estado de espírito sempre que o ano avança e não existe nenhum apocalipse pronto para exterminar a raça humana. Os meses passavam: janeiro, fevereiro, março. E as autoridades mundiais não lançavam gritos lancinantes sobre uma doença, uma anomalia técnica, um vírus descontrolado e mortal. Nem sequer um espirro! Sei do que falo. Vocês, leitores, também. Nos últimos dez, 15 anos, praticamente não tivemos sossego. Basta consultar "Scared to Death", um livro notável que Christopher Booker e Richard North publicaram recentemente no Reino Unido. Antes mesmo do século 21 começar, os perigos estavam nas vacas e na carne delas. A doença tinha nome divertido ("doença da vaca louca") e consequências menos divertidas: uma doença neurológica degenerativa e incurável que prometia condenar meio milhão de seres humanos a uma morte precoce e terrível.
Lembro-me bem: imagens de vacas trémulas, a dançar o twist; a matança de milhares delas, com ou sem sintomas; e os criadores de gado arruinados. Muitos optaram pelo suicídio. Pobrezinhos. Ainda hoje está por provar que a encefalopatia espongiforme bovina seja a causa da doença de Creutzfeldt-Jacob nos seres humanos.
Veio o milênio. E, com o milênio, vieram novos perigos. Não de origem animal. Mas humana. Ou, se preferirem, tecnológica. Na virada de 1999 para 2000, um "bug" informático iria paralisar as cidades, os transportes, o sistema bancário e financeiro. Aviões cairiam do céu. Milhões de doentes não resistiriam à paragem das máquinas. Os países mais desenvolvidos gastaram US$ 300 bilhões de dólares (estimativa conservadora) para evitarem o colapso. Quando a meia-noite soou, o mundo, inexplicavelmente, continuou.
Suspirou-se de alívio. Ou de desilusão? Os suspiros duraram pouco tempo. Se a humanidade resistira ao "bug" informático, não iria sobreviver à "gripe das aves". A Organização Mundial de Saúde garantia que 7 milhões de pessoas estavam condenadas. As Nações Unidas, não contentes com 7 milhões, falavam já em 150 milhões. Especialistas vários preferiam dizer 350 milhões. Moral da história? Morreram 200 pessoas, sobretudo na Ásia rural, onde a pobreza e a desnutrição não ajudam. Morreram incomparavelmente menos pessoas do que as vítimas normais que a gripe normal provoca todos os anos, em todos os países do mundo.
Eis a verdade: andamos há muito tempo a fantasiar a nossa própria destruição coletiva. São as vacas. As aves. O "bug" informático. A pneumonia atípica. A catástrofe ecológica e climatérica que nos espera. Ou, para sermos mais atuais, uma gripe de origem suína e mexicana que, nas palavras de Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, coloca toda a humanidade em risco. Que essa "gripe suína" esteja sobretudo confinada ao México, pouco importa. Que as vítimas do México sejam praticamente insignificantes quando comparadas com as vítimas regulares de gripe regular, também não. E que os infectados fora do México estejam a responder aos medicamentos disponíveis, muito menos. A realidade dos fatos não altera a nossa histeria. E não altera porque a nossa histeria é profunda e incurável. Hoje, vivemos mais. Hoje, vivemos melhor. Mas apesar disso, ou sobretudo por causa disso, entramos em pânico sempre que a morte, ou mesmo a mera possibilidade da morte, ameaça o nosso único deus: o corpo, o nosso corpo, e a "Religião da Saúde" que substituiu todas as outras teologias tradicionais. Tememos a nossa destruição física. Mas, como em qualquer temor, recriamos e até desejamos essa mesma destruição, como se isso redimisse a radical solidão dos homens de hoje. Tão modernos que somos. E tão entediados que nos sentimos.
Um conselho: nada nesta vida se faz sem perseverança. Quem sabe? Se desejarmos muito que algo aconteça, talvez um dia alguém lá cima se lembre de responder às nossas preces.
O triunfo dos porcos
Fantasiamos há muito tempo a nossa própria destruição coletiva; nossa
histeria é incurável
DESISTI DE fazer terapia no dia em que comecei a sentir-me culpado por não me sentir culpado. O analista esperava confissões pungentes sobre horrores vários e infantis. Nada tinha para lhe dizer. E essa ausência de esqueletos no armário começou a alimentar uma angústia sem nome. Eu era um caso dramático de ansiedade por falta de ansiedade.
Ainda sou. E assim se entende o meu estado de espírito sempre que o ano avança e não existe nenhum apocalipse pronto para exterminar a raça humana. Os meses passavam: janeiro, fevereiro, março. E as autoridades mundiais não lançavam gritos lancinantes sobre uma doença, uma anomalia técnica, um vírus descontrolado e mortal. Nem sequer um espirro! Sei do que falo. Vocês, leitores, também. Nos últimos dez, 15 anos, praticamente não tivemos sossego. Basta consultar "Scared to Death", um livro notável que Christopher Booker e Richard North publicaram recentemente no Reino Unido. Antes mesmo do século 21 começar, os perigos estavam nas vacas e na carne delas. A doença tinha nome divertido ("doença da vaca louca") e consequências menos divertidas: uma doença neurológica degenerativa e incurável que prometia condenar meio milhão de seres humanos a uma morte precoce e terrível.
Lembro-me bem: imagens de vacas trémulas, a dançar o twist; a matança de milhares delas, com ou sem sintomas; e os criadores de gado arruinados. Muitos optaram pelo suicídio. Pobrezinhos. Ainda hoje está por provar que a encefalopatia espongiforme bovina seja a causa da doença de Creutzfeldt-Jacob nos seres humanos.
Veio o milênio. E, com o milênio, vieram novos perigos. Não de origem animal. Mas humana. Ou, se preferirem, tecnológica. Na virada de 1999 para 2000, um "bug" informático iria paralisar as cidades, os transportes, o sistema bancário e financeiro. Aviões cairiam do céu. Milhões de doentes não resistiriam à paragem das máquinas. Os países mais desenvolvidos gastaram US$ 300 bilhões de dólares (estimativa conservadora) para evitarem o colapso. Quando a meia-noite soou, o mundo, inexplicavelmente, continuou.
Suspirou-se de alívio. Ou de desilusão? Os suspiros duraram pouco tempo. Se a humanidade resistira ao "bug" informático, não iria sobreviver à "gripe das aves". A Organização Mundial de Saúde garantia que 7 milhões de pessoas estavam condenadas. As Nações Unidas, não contentes com 7 milhões, falavam já em 150 milhões. Especialistas vários preferiam dizer 350 milhões. Moral da história? Morreram 200 pessoas, sobretudo na Ásia rural, onde a pobreza e a desnutrição não ajudam. Morreram incomparavelmente menos pessoas do que as vítimas normais que a gripe normal provoca todos os anos, em todos os países do mundo.
Eis a verdade: andamos há muito tempo a fantasiar a nossa própria destruição coletiva. São as vacas. As aves. O "bug" informático. A pneumonia atípica. A catástrofe ecológica e climatérica que nos espera. Ou, para sermos mais atuais, uma gripe de origem suína e mexicana que, nas palavras de Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde, coloca toda a humanidade em risco. Que essa "gripe suína" esteja sobretudo confinada ao México, pouco importa. Que as vítimas do México sejam praticamente insignificantes quando comparadas com as vítimas regulares de gripe regular, também não. E que os infectados fora do México estejam a responder aos medicamentos disponíveis, muito menos. A realidade dos fatos não altera a nossa histeria. E não altera porque a nossa histeria é profunda e incurável. Hoje, vivemos mais. Hoje, vivemos melhor. Mas apesar disso, ou sobretudo por causa disso, entramos em pânico sempre que a morte, ou mesmo a mera possibilidade da morte, ameaça o nosso único deus: o corpo, o nosso corpo, e a "Religião da Saúde" que substituiu todas as outras teologias tradicionais. Tememos a nossa destruição física. Mas, como em qualquer temor, recriamos e até desejamos essa mesma destruição, como se isso redimisse a radical solidão dos homens de hoje. Tão modernos que somos. E tão entediados que nos sentimos.
Um conselho: nada nesta vida se faz sem perseverança. Quem sabe? Se desejarmos muito que algo aconteça, talvez um dia alguém lá cima se lembre de responder às nossas preces.
Marcadores:
coletiva,
destruição,
gripe suina,
histeria,
João Pereira Coutinho
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Gripe Suina, aviária e outras pandemias
Quando toda a grande mídia começa a pautar um assunto, eu duvido.
Duvido da veracidade, duvido das motivações e duvido que eles realmente queiram nos ajudar.
Para mim é claro que a grande mídia quer dinheiro e o papel social que lhes é devido agora fica em nossas mãos, comunicadores autonomos.
Este foi o email que mandei para alguns amigos:
De tanto escutar sobre gripe aviária, gripe suina, H1N1, H5N1, pandemia e etc, resolvi pesquisar sobre o assunto.
Cheguei até o site: http://www.viomundo.com.br/ (vale salvar nos favoritos)
Este site é mantido pelo Luiz Carlos Azenha e tem matérias de diversos jornalistas sobre os mais variados assuntos.
Esta matéria é de um jornalista mexicano, Jaime Avilés, do La Jornada. Pelo visto ele é oposição ao governo e tem um argumento contundente. Quais os nomes e como viviam os que morreram de gripe suina? Porque o governo esconde estas informações?
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-que-nao-te-contaram-sobre-a-gripe-do-mexico/
Já que o México é longe e dificilmente o vírus chegará por aqui, precisamos saber porque o governo Brasileiro acaba de liberar mais de US$ 141 milhões para conter a gripe!
Ah e lembram da gripe do frango??
Aqui a Conceição Lemes explica detalhes sobre a gripe aviária e dá pra gente entender como esta gripe não chegou até aqui.
E mais, como cresceu a venda de remédios e que nunca aconteceu a transmissão de um humano para outro.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-pandemia-virtual/
Se você está sem tempo para se informar, eu resumo: é tudo uma grande farsa. O vírus H5N1, assim como o H1N1, não sofreu mutação que permite ser transmitido de uma pessoa para outra. Ele surgiu em uma região sem saneamento básico e foi transmitido de porcos para humanos. Casos suspeitos podem ser uma gripe comum. E dos mais de mil infectados, menos de duzendos morreram e todos circularam por uma mesma região. O paciente zero, primeiro infectado com a doença, esta vivo e curado. E mais, todos os pacientes que foram devidamente medicados, também estão respondendo bem a medicação e não correm risco de perder a vida.
Duvido da veracidade, duvido das motivações e duvido que eles realmente queiram nos ajudar.
Para mim é claro que a grande mídia quer dinheiro e o papel social que lhes é devido agora fica em nossas mãos, comunicadores autonomos.
Este foi o email que mandei para alguns amigos:
De tanto escutar sobre gripe aviária, gripe suina, H1N1, H5N1, pandemia e etc, resolvi pesquisar sobre o assunto.
Cheguei até o site: http://www.viomundo.com.br/ (vale salvar nos favoritos)
Este site é mantido pelo Luiz Carlos Azenha e tem matérias de diversos jornalistas sobre os mais variados assuntos.
Esta matéria é de um jornalista mexicano, Jaime Avilés, do La Jornada. Pelo visto ele é oposição ao governo e tem um argumento contundente. Quais os nomes e como viviam os que morreram de gripe suina? Porque o governo esconde estas informações?
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-que-nao-te-contaram-sobre-a-gripe-do-mexico/
Já que o México é longe e dificilmente o vírus chegará por aqui, precisamos saber porque o governo Brasileiro acaba de liberar mais de US$ 141 milhões para conter a gripe!
Ah e lembram da gripe do frango??
Aqui a Conceição Lemes explica detalhes sobre a gripe aviária e dá pra gente entender como esta gripe não chegou até aqui.
E mais, como cresceu a venda de remédios e que nunca aconteceu a transmissão de um humano para outro.
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-pandemia-virtual/
Se você está sem tempo para se informar, eu resumo: é tudo uma grande farsa. O vírus H5N1, assim como o H1N1, não sofreu mutação que permite ser transmitido de uma pessoa para outra. Ele surgiu em uma região sem saneamento básico e foi transmitido de porcos para humanos. Casos suspeitos podem ser uma gripe comum. E dos mais de mil infectados, menos de duzendos morreram e todos circularam por uma mesma região. O paciente zero, primeiro infectado com a doença, esta vivo e curado. E mais, todos os pacientes que foram devidamente medicados, também estão respondendo bem a medicação e não correm risco de perder a vida.
Marcadores:
grande mídia,
gripe aviária,
gripe suina
Assinar:
Comentários (Atom)