Este final de semana teve parada disney em Belo Horizonte. Mickey, pato donald e sua turma mobilizaram a prefeitura para realizar várias intervenções na orla e dar passagem a grandes carros alegóricos. Além de eleitoreira, a festa era propaganda da Nestlé, que anda matando orangotango para fazer chocolate. Mas deixa quieto, são detalhes demais. Se eu começar analisar todos chegaremos à inoperância da Fundação Municipal de Cultura, nos desmandes do prefeito pateta e nos devaneios de um governador que pensa ser rei.
A parada me fez pensar na minha infância. Nunca gostei dos personagens disney. A voz do pato donald é insuportável. O Mickey sempre me pareceu idiota demais e o tio patinhas é o cara mais babaca que eu conheço. Que tio é esse que tem milhões e deixa os sobrinhos sem nada? Acho que foi este exemplo que me fez odiar literalmente toda a turma. Fui criado em uma casa onde a solidariedade e o cuidado com o próximo eram cultuados em alto grau. Referências de humanismo e solidariedade me fizeram odiar disney.
Minha mãe comprava revistinhas, e eu pedia: Mãe troca esta, prefiro da Turma da Mônica. A baixinha dentuça, invocada e muito violenta me era mais aprazível que os sovinas e individualistas estadunidense. O Cebolinha era um bobão, mas ele tinha amigos. E o mais engraçado disso tudo é que ninguém fez a minha cabeça ou me direcionou neste sentido. Demorei a perceber que as sutilezas da minha educação me levaram para fantasias no Sítio do Pica-pau Amarelo, com a Turma da Mônica e do Menino Maluquinho. Quem não leu o Poço do Visconde, não pode fantasiar com o pré-sal antes dele existir. Monteiro Lobato além de fantástico já gritava: o petróleo é nosso! E eu sonhava com um poço no quintal de casa.
Acho que isso provocou em mim um certo anti-americanismo na adolescência. Hoje já superei e admiro a cultura norte-americana em várias questões. Inclusive na sua capacidade de se alastrar pelo mundo e massacrar a cultura de outros países. A dominação econômica é garantida pela dominação cultural.
Hoje posso me orgulhar de ter uma atitude coerente e continuo preferindo manifestação na prefeitura a parada disney, Monteiro Lobato a disney e consciência política e cultural ao invés de alienação num mundo fantástico e torpe.
Frito melões, abacaxis, pepinos e salgadinhos em geral. Chapa quente, caldeirão fervendo e pratos finos sobre a mesa.
Acredito no estado eterno de mudanças.
Gosto de ver as mudanças da vida. Ontem criança, hoje adulto, amanhã idoso. Este espaço é para provocar diálogos que possam ajudar a mudar o meu jeito de olhar. E quem sabe você também entra nessa? Seja bem vindo, comente, critique, o anonimato aqui é bem vindo.
terça-feira, 30 de março de 2010
Parada pateta
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quarta-feira, 10 de março de 2010
Manifeste-se
Quando entrei na faculdade de publicidade e propaganda da PUC em 1997 um fato chamou a minha atenção. Vários colegas nunca haviam ido a pé à Praça Sete, marco central de BH. Alguns afirmavam que sabiam onde era, já haviam passado de carro, mas nunca precisavam ir lá. E alguns me perguntaram por que eu estranhava aquilo, na savassi, onde a maioria circulava era possível encontrar tudo.
Treze anos depois vejo que esta questão se alastra. Cada um no seu gueto e o espaço público fica livre para pedestres e só. Em condomínios fechados, nos shoppings, em bairros de alta classe com tudo o que precisam jovens crescem sem ter o contato com a cidade, com outras classes sociais, com o diferente. E com o aval da violência tudo fica justificado. Usar o transporte público é perigoso, andar pelo centro é perigoso, circular pela cidade é perigoso, viver longe do gueto é perigoso.
Estes jovens nunca participaram de uma manifestação pública, nunca foram às ruas lutar por passe livre, meia entrada, melhores escolas, cotas, decretos municipais, etc. Talvez nunca saberão o que é participar de uma manifestação popular, o que é fazer política. Negociar, mobilizar, articular, são verbos que eles não sabem conjugar. E isso não é da conta deles, política é coisa de corrupto e melhor não envolver.
Se a carapuça serviu, mas na luta pelas diretas você nem era nascido e no Impeachment do Collor você era muito novo, ainda resta uma chance. Tem um pessoal aqui em BH engajado em um movimento que se chama: Praça Livre. E lutam contra um decreto do prefeito que proíbe a realização de evento de qualquer natureza na Praça da Estação. Isso a princípio, porque desde o último sábado este movimento ganhou outras caras, muitas outras e naturalmente vai ampliar seu leque de ações.
Este ano a prefeitura reduziu drasticamente as verbas para a cultura, não teremos FIT! E se você quiser saber um pouco mais sobre os desmandos do Sr. Márcio Lacerda, leia o DOM. Se quiser conhecer mais sobre o movimento Praça Livre, tem este blog. Se tiver medo, fique em casa, curta seu bairro, vá ao shopping, ao clube, mas depois não reclame do vazio na sua vida, na sua praça. Vai ficar chato você chegar ao analista e apresentar uma vida boba, sem interação social e sem ação, onde as preocupações estão relacionadas a sua capacidade de consumo, ao seu peso, roupa, modelo de carro, ou de namorada que está usando no momento.
Treze anos depois vejo que esta questão se alastra. Cada um no seu gueto e o espaço público fica livre para pedestres e só. Em condomínios fechados, nos shoppings, em bairros de alta classe com tudo o que precisam jovens crescem sem ter o contato com a cidade, com outras classes sociais, com o diferente. E com o aval da violência tudo fica justificado. Usar o transporte público é perigoso, andar pelo centro é perigoso, circular pela cidade é perigoso, viver longe do gueto é perigoso.
Estes jovens nunca participaram de uma manifestação pública, nunca foram às ruas lutar por passe livre, meia entrada, melhores escolas, cotas, decretos municipais, etc. Talvez nunca saberão o que é participar de uma manifestação popular, o que é fazer política. Negociar, mobilizar, articular, são verbos que eles não sabem conjugar. E isso não é da conta deles, política é coisa de corrupto e melhor não envolver.
Se a carapuça serviu, mas na luta pelas diretas você nem era nascido e no Impeachment do Collor você era muito novo, ainda resta uma chance. Tem um pessoal aqui em BH engajado em um movimento que se chama: Praça Livre. E lutam contra um decreto do prefeito que proíbe a realização de evento de qualquer natureza na Praça da Estação. Isso a princípio, porque desde o último sábado este movimento ganhou outras caras, muitas outras e naturalmente vai ampliar seu leque de ações.
Este ano a prefeitura reduziu drasticamente as verbas para a cultura, não teremos FIT! E se você quiser saber um pouco mais sobre os desmandos do Sr. Márcio Lacerda, leia o DOM. Se quiser conhecer mais sobre o movimento Praça Livre, tem este blog. Se tiver medo, fique em casa, curta seu bairro, vá ao shopping, ao clube, mas depois não reclame do vazio na sua vida, na sua praça. Vai ficar chato você chegar ao analista e apresentar uma vida boba, sem interação social e sem ação, onde as preocupações estão relacionadas a sua capacidade de consumo, ao seu peso, roupa, modelo de carro, ou de namorada que está usando no momento.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010
A mentira da MAD e os manés!
Esta semana saíu a seguinte matéria no blog da revista Mad: http://mad.blogtv.uol.com.br/2010/02/24/exclusivo-revelamos-sem-medo-de-repressao-a-capa-censurada-da-mad-23 Coloco o link por inteiro para que se possa ler: revelamos-sem-medo-de-repressão-a-capa-censurada-da-mad-23. O texto e as imagens já foram retirados do ar. Nesta capa aparecia uma caricatura de Lulavatar, com o rosto de Dilma num dragão montado pelo Mad e Lula numa máquina de fazer clone. A capa nem é engraçada, é bobinha apenas, como todo o conteúdo da revista. Segundo a editora a capa havia sido censurada pelo governo federal,inclusive era sugerido que o leitor imprimisse a capa censurada para colar na revista como forma de protesto. Agora a revista se justifica dizendo que apenas queria mostar como a mídia pode ser manipiladora, leia aqui.
Com este alarde pela justiça e anti-censura a editora logo encontrou paladinos da verdade para defendê-la dos arrombos censuradores do governo Lula, este filhote de Chaves, que quer impor censura a imprensa brasileira.
Danilo Gentili saiu em apoio a revista injustiçada e publicou o texto, "Ai é que está a graça" - se quiser ler clique aqui - onde ele mostra como os artistas e políticos norteamericanos aceitam as piadas e críticas ao seu trabalho, em contra-ponto aos brasileiros que se sentem ofendidos. E para ilustrar ele cita vários exemplos de personalidades que passaram saia justa com os humoristas, estes paladinos da verdade e da justiça.
Em seguida critica os comediantes brasileiros que fazem piadas sem graças e repetem bordões. O texto poderia até ser louvável se não fosse inocente e bobo. Primeiro as comparações são ridículas: será que o Danilo não sabe que vivemos durante 20 anos uma ditadura financiada pelos EUA e que vários meios de controle, inclusive dos programas de humor, foram aperfeiçoados aqui? Será que ele não sabe que nossas redes de televisão serviram para testes de modelos de massificação? Ou pelo menos conhece o nosso histórico de humor, inclusive do humor sem graça copiado dos estadunidenses? Como os stand-up que já fizeram sucesso aqui na década de 60 como produto importado dos EUA? Esse humor cópia do padrão estadunidense, que ele mesmo tenta fazer?
Parece que além de não saber nada disso, ele ainda embarca na canoa dos manipuladores que inventam uma censura que nunca aconteceu simplesmente para poder manipular a opinião pública contra o governo. Caiu na pegadinha do malandro!
A ingenuidade leva o sujeito a vestir a carapuça dos manipuladores que usaram a sua penetração midiática para vender uma mentira. Parabéns Danilo você demonstrou como somos tolos ao abraçarmos uma causa sem saber o que está por trás dela. Será engraçado ver os políticos manipulando as suas piadinhas e faturando votos com o seu despreparo.
Com este alarde pela justiça e anti-censura a editora logo encontrou paladinos da verdade para defendê-la dos arrombos censuradores do governo Lula, este filhote de Chaves, que quer impor censura a imprensa brasileira.
Danilo Gentili saiu em apoio a revista injustiçada e publicou o texto, "Ai é que está a graça" - se quiser ler clique aqui - onde ele mostra como os artistas e políticos norteamericanos aceitam as piadas e críticas ao seu trabalho, em contra-ponto aos brasileiros que se sentem ofendidos. E para ilustrar ele cita vários exemplos de personalidades que passaram saia justa com os humoristas, estes paladinos da verdade e da justiça.
Em seguida critica os comediantes brasileiros que fazem piadas sem graças e repetem bordões. O texto poderia até ser louvável se não fosse inocente e bobo. Primeiro as comparações são ridículas: será que o Danilo não sabe que vivemos durante 20 anos uma ditadura financiada pelos EUA e que vários meios de controle, inclusive dos programas de humor, foram aperfeiçoados aqui? Será que ele não sabe que nossas redes de televisão serviram para testes de modelos de massificação? Ou pelo menos conhece o nosso histórico de humor, inclusive do humor sem graça copiado dos estadunidenses? Como os stand-up que já fizeram sucesso aqui na década de 60 como produto importado dos EUA? Esse humor cópia do padrão estadunidense, que ele mesmo tenta fazer?
Parece que além de não saber nada disso, ele ainda embarca na canoa dos manipuladores que inventam uma censura que nunca aconteceu simplesmente para poder manipular a opinião pública contra o governo. Caiu na pegadinha do malandro!
A ingenuidade leva o sujeito a vestir a carapuça dos manipuladores que usaram a sua penetração midiática para vender uma mentira. Parabéns Danilo você demonstrou como somos tolos ao abraçarmos uma causa sem saber o que está por trás dela. Será engraçado ver os políticos manipulando as suas piadinhas e faturando votos com o seu despreparo.
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Greve de ônibus, uma velha jogada
Publico aqui o texto da Revista NovaE, que pode ser encontrado também no link acima, é só clicar no título. Recebi este texto por e-mail do meu amigo Erik e três dias atrás o Daniel Poeira também comentou, no twitter, sobre as questões que motivam a greve dos ônibus em BH.
Pelego é um manta de pelo de carneiro usada entre a sela e o cavalo para não machucar o animal. Pelego tambem é o lider sindical manipulado pela classe patronal. Desde que existem sindicados começaram a surgir os pelegos, X9, dedo duro, que são eleitos com o apoio financeiro dos patrões e manipulam o sindicato de acordo com as intenções da classe patronal.
Defendo o direito a greve, melhores salários e condições de trabalho. E sei que as 10 famílias que controlam as 79 empresas licitadas para o transporte público de BH, podem diminuir os seus lucros e melhorar seus serviços. Do contrário, podemos batalhar pela privatização do transporte público, os argumentos seguem no texto.
José de Souza Castro
Os passageiros de ônibus de Belo Horizonte se surpreenderam na manhã desta segunda-feira, 22 de fevereiro, com a greve dos motoristas e trocadores dos ônibus urbanos. Mas, para os chamados operadores do transporte coletivo, nenhuma surpresa. Eles se preparavam para isso desde 17 de dezembro, quando o jornal Estado de Minas afirmou, em manchete, que “passagem de ônibus pode ficar sem reajuste em 2010”. Esse tipo de greve não é coisa nova, como veremos a seguir, e a velha estratégia é tão bem-sucedida que a capital mineira tem uma das tarifas mais altas do país.
Levantamento feito em setembro passado pelo jornal O Globo mostrou que, entre as 27 capitais, só Florianópolis e Campo Grande cobravam tarifas mais altas que Belo Horizonte. A mais baixa, de R$ 1,60, não é reajustada desde julho de 2004. É a de São Luiz. Os donos das 21 empresas concessionárias do transporte coletivo na capital do Maranhão precisam vir a Minas para aprender como se faz.
Mas talvez eles saibam, pois o lobby do setor nessa área é forte e bem conhecido. Tanto que, segundo o IBGE, na década de 1970, no período mais duro da ditadura militar, as famílias com rendimento familiar de 1 a 3 salários mínimos tinham 5,8% do seu orçamento comprometido com o transporte. No início da década de 80, esse gasto passou para 12,4% e na década de 1990 ultrapassou os 15%. Em 20 anos, o gasto foi praticamente triplicado. Só Deus sabe quanto aumentou a contribuição dos donos de ônibus para as campanhas eleitorais, nesse período.
Os reajustes das tarifas deveriam ser decididos de acordo com a evolução dos custos. Há dois fatores que contribuem mais pesadamente para a composição dos custos dos transportes urbanos, segundo estudo do Ministério das Cidades, datado de 2004. São os gastos com pessoal, que chegaram a 51% dessa composição em 1997 e caíram para 40% em 2003, e os gastos com combustíveis que evoluíram de 10% para 23% no mesmo período.
Desses dois, o mais fácil de ser manipulado é o primeiro – e aí entra a questão das greves que se repetem a cada ano, antes do reajuste das tarifas, para justificar os aumentos delas acima da inflação medida por quaisquer dos principais índices inflacionários do país.
É difícil de ser provado, mas certamente existe um pacto secreto entre as empresas que pagam os salários, as autoridades que se beneficiam das contribuições eleitorais e decidem o valor do reajuste, e o sindicato dos trabalhadores em transporte público. Sem essas greves, ficaria difícil, para os dois primeiros, justificar os reajustes abusivos que reivindicam e concedem.
Não é difícil acender o pavio da greve. Como agora, é só o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra) oferecer um reajuste salarial de 4,36% e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH) informar aos associados que reivindicou 37% de aumento, acendendo-lhes as esperanças – e o pavio. Ao pedir um reajuste tão alto, o sindicato prepara o terreno para a greve do próximo ano, alimentada pela eterna frustração dos trabalhadores. E para fingir que não tem nada com isso, o Setra se apressa a informar à imprensa, nas primeiras horas da greve, que 62 ônibus foram depredados desde a meia-noite desta segunda-feira em toda a cidade. (Nada que não possa ser reparado por um bom reajuste nas tarifas e por um seguro bem feito.)
E quanto mais a greve tumultuar a vida da população, melhor. Assim, todos ficam sabendo quais são os culpados por seus infortúnios, na tentativa de conseguir um transporte na cidade. E os culpados nunca são as autoridades. Sem essas greves rotineiras, como justificar que entre julho de 1994 e abril de 2003 a tarifa média em Belo Horizonte tenha subido 314,3%, contra 196,3% em São Paulo e 196,3% em Brasília? Entre as 27 capitais, somente nove tiveram um aumento maior: Boa Vista, Salvador, Rio de Janeiro, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Teresina, Porto Velho e Rio Branco.
De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado em setembro de 2007, as tarifas de ônibus urbano lideraram o aumento de preço do transporte público no país entre janeiro de 2001 e agosto de 2007, com alta de 110,61%. A pesquisa da FGV considera os preços das tarifas de sete cidades do país (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Recife) onde o IPC é apurado.
No fim de 2008, a tarifa na capital mineira foi reajustada em 9,52% em média; em 2007, em 4,7%;e em 2006 em 12,17%. Desse modo, a tarifa média (que estava em R$ 0,35 em julho de 1994) custa, desde o fim de 2008, R$ R$ 2,30, um aumento de 557%, contra alta de 236% do IPCA calculado pelo IBGE. Esse índice mede o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos moradoras nas principais regiões metropolitanas, e é considerado o índice oficial de inflação.
São coisas que a imprensa, em geral, acha pouco interessante para divulgar e analisar. Talvez os editores pensem assim porque é coisa velha que afeta principalmente as pessoas mais pobres. Eles querem novidades ou, então, assuntos gratos àqueles leitores, ouvintes e telespectadores mais privilegiados pelo sistema político e econômico vigente.
Dito isso, é preciso esclarecer um ponto: todos os dados citados acima são reais e podem ser verificados no Google, com exceção da parte que fala de um possível pacto secreto. Essa é uma hipótese fictícia, numa tentativa do autor de encontrar uma explicação para o que se passa com o transporte urbano na cidade. Ele mesmo não acredita que os sindicatos e a autoridades pudessem se organizar em torno de um pacto desses, com todas suas implicações e despistes. Ou seja, é mais uma "teoria conspiratória", mas ela tem um propósito: criar polêmica, para que se discuta realmente a questão do transporte de massa em Belo Horizonte.
Há muitos anos se fala na ampliação do metrô, que é um dos mais atrasados, em implantação e alcance, entre as grandes capitais brasileiras. O site Metrobh afirma, omitindo a data - mas sei que foi há muitos anos - que a CBTU contratou o Plano Diretor de Transporte sobre Trilhos para a Região Metropolitana. "Foi escolhido um cenário que prevê a inserção do Metrô no hipercentro de Belo Horizonte, através de uma linha na diretriz Pampulha/Savassi, cruzando a área central sob a Av. Afonso Pena e a expansão da Linha 2 Calafate-Barreiro em direção à região hospitalar, permitindo a integração com a Linha 1 Eldorado/Vilarinho", informa o site. Em 15 de maio de 2008, o governador Aécio Neves anunciou que até o fim daquele ano seria lançada licitação para levar o Metrô a regiões nobres de Belo Horizonte e à Cidade Administrativa, sendo que 38% dos investimentos previstos em R$ 4 bilhões seriam feitos pela iniciativa privada. O assunto voltou à imprensa em junho do ano passado, como parte das obras para a Copa do Mundo de 2014, agora com um Metrô menor, mas com uma proposta de Transporte Rápido por Ônibus (eles correriam sobre canaletas, como se fossem "um metrô sobre rodas").
São projetos que só sairão do papel se o forte lobby dos donos de ônibus for vencido.
02.2010
Pelego é um manta de pelo de carneiro usada entre a sela e o cavalo para não machucar o animal. Pelego tambem é o lider sindical manipulado pela classe patronal. Desde que existem sindicados começaram a surgir os pelegos, X9, dedo duro, que são eleitos com o apoio financeiro dos patrões e manipulam o sindicato de acordo com as intenções da classe patronal.
Defendo o direito a greve, melhores salários e condições de trabalho. E sei que as 10 famílias que controlam as 79 empresas licitadas para o transporte público de BH, podem diminuir os seus lucros e melhorar seus serviços. Do contrário, podemos batalhar pela privatização do transporte público, os argumentos seguem no texto.
José de Souza Castro
Os passageiros de ônibus de Belo Horizonte se surpreenderam na manhã desta segunda-feira, 22 de fevereiro, com a greve dos motoristas e trocadores dos ônibus urbanos. Mas, para os chamados operadores do transporte coletivo, nenhuma surpresa. Eles se preparavam para isso desde 17 de dezembro, quando o jornal Estado de Minas afirmou, em manchete, que “passagem de ônibus pode ficar sem reajuste em 2010”. Esse tipo de greve não é coisa nova, como veremos a seguir, e a velha estratégia é tão bem-sucedida que a capital mineira tem uma das tarifas mais altas do país.
Levantamento feito em setembro passado pelo jornal O Globo mostrou que, entre as 27 capitais, só Florianópolis e Campo Grande cobravam tarifas mais altas que Belo Horizonte. A mais baixa, de R$ 1,60, não é reajustada desde julho de 2004. É a de São Luiz. Os donos das 21 empresas concessionárias do transporte coletivo na capital do Maranhão precisam vir a Minas para aprender como se faz.
Mas talvez eles saibam, pois o lobby do setor nessa área é forte e bem conhecido. Tanto que, segundo o IBGE, na década de 1970, no período mais duro da ditadura militar, as famílias com rendimento familiar de 1 a 3 salários mínimos tinham 5,8% do seu orçamento comprometido com o transporte. No início da década de 80, esse gasto passou para 12,4% e na década de 1990 ultrapassou os 15%. Em 20 anos, o gasto foi praticamente triplicado. Só Deus sabe quanto aumentou a contribuição dos donos de ônibus para as campanhas eleitorais, nesse período.
Os reajustes das tarifas deveriam ser decididos de acordo com a evolução dos custos. Há dois fatores que contribuem mais pesadamente para a composição dos custos dos transportes urbanos, segundo estudo do Ministério das Cidades, datado de 2004. São os gastos com pessoal, que chegaram a 51% dessa composição em 1997 e caíram para 40% em 2003, e os gastos com combustíveis que evoluíram de 10% para 23% no mesmo período.
Desses dois, o mais fácil de ser manipulado é o primeiro – e aí entra a questão das greves que se repetem a cada ano, antes do reajuste das tarifas, para justificar os aumentos delas acima da inflação medida por quaisquer dos principais índices inflacionários do país.
É difícil de ser provado, mas certamente existe um pacto secreto entre as empresas que pagam os salários, as autoridades que se beneficiam das contribuições eleitorais e decidem o valor do reajuste, e o sindicato dos trabalhadores em transporte público. Sem essas greves, ficaria difícil, para os dois primeiros, justificar os reajustes abusivos que reivindicam e concedem.
Não é difícil acender o pavio da greve. Como agora, é só o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra) oferecer um reajuste salarial de 4,36% e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH) informar aos associados que reivindicou 37% de aumento, acendendo-lhes as esperanças – e o pavio. Ao pedir um reajuste tão alto, o sindicato prepara o terreno para a greve do próximo ano, alimentada pela eterna frustração dos trabalhadores. E para fingir que não tem nada com isso, o Setra se apressa a informar à imprensa, nas primeiras horas da greve, que 62 ônibus foram depredados desde a meia-noite desta segunda-feira em toda a cidade. (Nada que não possa ser reparado por um bom reajuste nas tarifas e por um seguro bem feito.)
E quanto mais a greve tumultuar a vida da população, melhor. Assim, todos ficam sabendo quais são os culpados por seus infortúnios, na tentativa de conseguir um transporte na cidade. E os culpados nunca são as autoridades. Sem essas greves rotineiras, como justificar que entre julho de 1994 e abril de 2003 a tarifa média em Belo Horizonte tenha subido 314,3%, contra 196,3% em São Paulo e 196,3% em Brasília? Entre as 27 capitais, somente nove tiveram um aumento maior: Boa Vista, Salvador, Rio de Janeiro, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Teresina, Porto Velho e Rio Branco.
De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado em setembro de 2007, as tarifas de ônibus urbano lideraram o aumento de preço do transporte público no país entre janeiro de 2001 e agosto de 2007, com alta de 110,61%. A pesquisa da FGV considera os preços das tarifas de sete cidades do país (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Recife) onde o IPC é apurado.
No fim de 2008, a tarifa na capital mineira foi reajustada em 9,52% em média; em 2007, em 4,7%;e em 2006 em 12,17%. Desse modo, a tarifa média (que estava em R$ 0,35 em julho de 1994) custa, desde o fim de 2008, R$ R$ 2,30, um aumento de 557%, contra alta de 236% do IPCA calculado pelo IBGE. Esse índice mede o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos moradoras nas principais regiões metropolitanas, e é considerado o índice oficial de inflação.
São coisas que a imprensa, em geral, acha pouco interessante para divulgar e analisar. Talvez os editores pensem assim porque é coisa velha que afeta principalmente as pessoas mais pobres. Eles querem novidades ou, então, assuntos gratos àqueles leitores, ouvintes e telespectadores mais privilegiados pelo sistema político e econômico vigente.
Dito isso, é preciso esclarecer um ponto: todos os dados citados acima são reais e podem ser verificados no Google, com exceção da parte que fala de um possível pacto secreto. Essa é uma hipótese fictícia, numa tentativa do autor de encontrar uma explicação para o que se passa com o transporte urbano na cidade. Ele mesmo não acredita que os sindicatos e a autoridades pudessem se organizar em torno de um pacto desses, com todas suas implicações e despistes. Ou seja, é mais uma "teoria conspiratória", mas ela tem um propósito: criar polêmica, para que se discuta realmente a questão do transporte de massa em Belo Horizonte.
Há muitos anos se fala na ampliação do metrô, que é um dos mais atrasados, em implantação e alcance, entre as grandes capitais brasileiras. O site Metrobh afirma, omitindo a data - mas sei que foi há muitos anos - que a CBTU contratou o Plano Diretor de Transporte sobre Trilhos para a Região Metropolitana. "Foi escolhido um cenário que prevê a inserção do Metrô no hipercentro de Belo Horizonte, através de uma linha na diretriz Pampulha/Savassi, cruzando a área central sob a Av. Afonso Pena e a expansão da Linha 2 Calafate-Barreiro em direção à região hospitalar, permitindo a integração com a Linha 1 Eldorado/Vilarinho", informa o site. Em 15 de maio de 2008, o governador Aécio Neves anunciou que até o fim daquele ano seria lançada licitação para levar o Metrô a regiões nobres de Belo Horizonte e à Cidade Administrativa, sendo que 38% dos investimentos previstos em R$ 4 bilhões seriam feitos pela iniciativa privada. O assunto voltou à imprensa em junho do ano passado, como parte das obras para a Copa do Mundo de 2014, agora com um Metrô menor, mas com uma proposta de Transporte Rápido por Ônibus (eles correriam sobre canaletas, como se fossem "um metrô sobre rodas").
São projetos que só sairão do papel se o forte lobby dos donos de ônibus for vencido.
02.2010
sábado, 9 de janeiro de 2010
De Bárbara para Boris.
Acabei de ler um artigo da Bárbara Gancia sobre o episódio Boris e o microfone aberto.
Você pode lê-lo aqui
Mas se não quiser perder tempo, eu resumo: ela afirma que o Boris apenas fazia uma crítica aos editores do jornal que encerraram a matéria com a fala dos garis. Para completar, afirma que o Boris teve uma rusga com Lula recentemente e por isso a impressa esquerdista pegou o Boris para Cristo. Ou seja, Boris é uma pessoa idonea e muito séria, não queria menosprezar os garis e agora sofre uma perseguição dos amigos idiotas latino-americanos do Lula.
O meu comentário:
Concordo com você Bárbara!
A culpa é do Lula e dos idiotas latino-americanos que o defendem. Estão achincalhando o Boris, não pelo que ele falou mas por ter uma rusga com o Lula. Logo ele, o Boris, que é uma pessoa super idonea, não é mesmo!?
Patético a sua tentativa de justificar o injustificável. É claro que ele criticava a linha editorial do jornal que fechou com os garis, e mais claro que era uma crítica elitista, preconceituosa e menosprezadora da atividade alheia. Bonito é ser jornalista e articulista, ancora de jornal, gari é o fim da linha. Mais, indo-europeia, bem mais!
Você pode lê-lo aqui
Mas se não quiser perder tempo, eu resumo: ela afirma que o Boris apenas fazia uma crítica aos editores do jornal que encerraram a matéria com a fala dos garis. Para completar, afirma que o Boris teve uma rusga com Lula recentemente e por isso a impressa esquerdista pegou o Boris para Cristo. Ou seja, Boris é uma pessoa idonea e muito séria, não queria menosprezar os garis e agora sofre uma perseguição dos amigos idiotas latino-americanos do Lula.
O meu comentário:
Concordo com você Bárbara!
A culpa é do Lula e dos idiotas latino-americanos que o defendem. Estão achincalhando o Boris, não pelo que ele falou mas por ter uma rusga com o Lula. Logo ele, o Boris, que é uma pessoa super idonea, não é mesmo!?
Patético a sua tentativa de justificar o injustificável. É claro que ele criticava a linha editorial do jornal que fechou com os garis, e mais claro que era uma crítica elitista, preconceituosa e menosprezadora da atividade alheia. Bonito é ser jornalista e articulista, ancora de jornal, gari é o fim da linha. Mais, indo-europeia, bem mais!
sábado, 12 de dezembro de 2009
Lula falou merda e gerou efeito diarréia.
Ontem, ao falar para uma platéia muito simples, Lula usou a expressão, “o povo está saindo da merda”. Imediatamente começaram as repercussões. Alguns acharam uma gafe típica, outros uma tentativa de plantar matéria, outros mais têm certeza, faz parte do jogo político que levou a sua popularidade a superar os 80%.
Vários comentários me chamaram a atenção, mas um deles, por estar no twiiter e pela repercussão que deu, me fez pensar na responsabilidade e no papel do formador de opinião: “@Marcello_Serpa Lula quer separar a elite do povo. Falar merda é popular. Quem reclama é elitista,burguês. Chavez faz igualzinho na Venezuela”. Este comentário, até onde contei recebeu nove retuiwters e vários comentários positivos. Para completar veio outro comentário, bem elitista: “@Marcello_Serpa: Confundir "boa educação" com "elite" é um erro perigoso. Se for erro e não intenção”.
Será que a fala do Lula vai separar ainda mais a elite do povo? Será que o povo já não é suficientemente separado da elite? Usar palavras de baixo calão é feio, Mamãe ensinou. Ensinou também que algumas pessoas usam, por falta de formação ou descuido. Aprendi com a vida que em campo de futebol pode-se usar palavrões. Na literatura, aprendi com o Veríssimo que nada melhor do que um, “vai tomar no cu”, para expressar com clareza um sentimento de desprezo.
Entendo que não é politicamente correto, nem educado, o presidente falar um palavrão. Mas falou, saiu, podem descer a lenha, podem condená-lo e levantar mais uma vez a questão: Lula não tem educação, é popularesco, é baixo, é grosseiro. Só não admito que destorçam a fala dele. O povo realmente está saindo da merda e se aproximando da elite. O número de brasileiros que saiu na linha de miséria é o maior já registrado na história deste país. Os produtos que mais aumentaram o consumo no último ano foram os produtos de higiene pessoal e limpeza, dirigidos às classes C, D e E. Ficou mais acessível usar sabonete, creme dental, xampu, detergente e sabão em pó, para se limpar da merda. E se o Brasil não está inteiramente na merda é porque programas de distribuição de renda do governo federal impediram que a crise mundial tivesse mais força por aqui, graças ao crescente mercado interno.
Combinemos o seguinte: falar merda pode e outros palavrões também! Mas deturpar a fala do outro em busca de polidez e de uma postura pseudo-intelectual, é muito pau no cu.
Vários comentários me chamaram a atenção, mas um deles, por estar no twiiter e pela repercussão que deu, me fez pensar na responsabilidade e no papel do formador de opinião: “@Marcello_Serpa Lula quer separar a elite do povo. Falar merda é popular. Quem reclama é elitista,burguês. Chavez faz igualzinho na Venezuela”. Este comentário, até onde contei recebeu nove retuiwters e vários comentários positivos. Para completar veio outro comentário, bem elitista: “@Marcello_Serpa: Confundir "boa educação" com "elite" é um erro perigoso. Se for erro e não intenção”.
Será que a fala do Lula vai separar ainda mais a elite do povo? Será que o povo já não é suficientemente separado da elite? Usar palavras de baixo calão é feio, Mamãe ensinou. Ensinou também que algumas pessoas usam, por falta de formação ou descuido. Aprendi com a vida que em campo de futebol pode-se usar palavrões. Na literatura, aprendi com o Veríssimo que nada melhor do que um, “vai tomar no cu”, para expressar com clareza um sentimento de desprezo.
Entendo que não é politicamente correto, nem educado, o presidente falar um palavrão. Mas falou, saiu, podem descer a lenha, podem condená-lo e levantar mais uma vez a questão: Lula não tem educação, é popularesco, é baixo, é grosseiro. Só não admito que destorçam a fala dele. O povo realmente está saindo da merda e se aproximando da elite. O número de brasileiros que saiu na linha de miséria é o maior já registrado na história deste país. Os produtos que mais aumentaram o consumo no último ano foram os produtos de higiene pessoal e limpeza, dirigidos às classes C, D e E. Ficou mais acessível usar sabonete, creme dental, xampu, detergente e sabão em pó, para se limpar da merda. E se o Brasil não está inteiramente na merda é porque programas de distribuição de renda do governo federal impediram que a crise mundial tivesse mais força por aqui, graças ao crescente mercado interno.
Combinemos o seguinte: falar merda pode e outros palavrões também! Mas deturpar a fala do outro em busca de polidez e de uma postura pseudo-intelectual, é muito pau no cu.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Jogo Político.
Quando ouvi a declaração devia ter anotado o nome do sujeito, mas distrai. Um dos coordenadores do comitê olímpico internacional foi questionado sobre a escolha do Rio para sede das olimpíadas de 2016, depois da derrubada do helicóptero no sábado passado. Ele tranqüilo e sincero respondeu: “nada se compararmos com o ataque terrorista que aconteceu em Londres, no dia seguinte ao anúncio da sede dos jogos de 2012 e matou 49 pessoas no centro da cidade. Os critérios do comitê são vários além da segurança.”
Jornalistas apressados ou mal intencionados na tentativa de fazer bonito para os editores e proprietários do jornal conseguem é um vexame. Custava fazer uma pesquisa sobre a violência nas cidades que já foram sede? Impressionante como a imprensa conquistou o papel de achincalhadora nacional. Acho importante um papel crítico e questionador que a impressa pode ter, mas o que fazem é outra coisa. Servem como cordeiros a empresários interessados em desestabilizar o governo e as instituições públicas.
E ai vem uma pergunta: o que um empresário ganha com a desestabilização do governo? E a resposta é simples: poder. Quem tem a capacidade de desestabilizar o poder constituído pode chantagea-lo ou manipulá-lo e mais, pode conseguir trocar estes governantes por outros, seus aliados. E o problema é exatamente este, o presidente é oposição a grandes meios de comunicação. É uma aberração esta faceta da política brasileira, o que provoca embates com o governo não é a oposição partidária, e sim, a oposição midiática.
O psdb se tornou um capacho da falha de são paulo e da veja, de acordo com as suas manchetes e capas o psdb define a sua agenda. Ainda não perceberam o tiro no pé que deram ao escolher uma estratégia onde a comunicação e a interação com o povo não é mais feita pelo partido e sim pelos seus representantes midiáticos. Órfãos de Duda Mendonça e com a imagem do partido desacreditada, acreditaram que era mais fácil usar os meios de comunicação para fazer o papel de interação com a população e assim expor menos o psdb. Lascaram-se, o partido continua perdendo credibilidade, a interação mídia/partido é cada dia mais nefasta e suas armações mais perceptíveis para o público. E o pior ainda não veio, quero ver quando a falha e a veja forem cobrar do os custos da assessoria de comunicação e relações públicas.
Jornalistas apressados ou mal intencionados na tentativa de fazer bonito para os editores e proprietários do jornal conseguem é um vexame. Custava fazer uma pesquisa sobre a violência nas cidades que já foram sede? Impressionante como a imprensa conquistou o papel de achincalhadora nacional. Acho importante um papel crítico e questionador que a impressa pode ter, mas o que fazem é outra coisa. Servem como cordeiros a empresários interessados em desestabilizar o governo e as instituições públicas.
E ai vem uma pergunta: o que um empresário ganha com a desestabilização do governo? E a resposta é simples: poder. Quem tem a capacidade de desestabilizar o poder constituído pode chantagea-lo ou manipulá-lo e mais, pode conseguir trocar estes governantes por outros, seus aliados. E o problema é exatamente este, o presidente é oposição a grandes meios de comunicação. É uma aberração esta faceta da política brasileira, o que provoca embates com o governo não é a oposição partidária, e sim, a oposição midiática.
O psdb se tornou um capacho da falha de são paulo e da veja, de acordo com as suas manchetes e capas o psdb define a sua agenda. Ainda não perceberam o tiro no pé que deram ao escolher uma estratégia onde a comunicação e a interação com o povo não é mais feita pelo partido e sim pelos seus representantes midiáticos. Órfãos de Duda Mendonça e com a imagem do partido desacreditada, acreditaram que era mais fácil usar os meios de comunicação para fazer o papel de interação com a população e assim expor menos o psdb. Lascaram-se, o partido continua perdendo credibilidade, a interação mídia/partido é cada dia mais nefasta e suas armações mais perceptíveis para o público. E o pior ainda não veio, quero ver quando a falha e a veja forem cobrar do os custos da assessoria de comunicação e relações públicas.
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